DI FAHÚNGATNE FUCS
por: Mabel Dewes
Das is das chteckche fon de fahúngatne fucs.
Es wóre chon phó tóohe wo dI fucs net me richtich gess hot. Saine móoche wód chon lêera wi sain secle. Wenn si noch wênichts gelleb riebcha esse ted, dan dêera si bis noch fom caninche chnause gehn.
- Wenn ich dan wênichts kennt en fett hinkel schnause gehn fom dem tiicha... awa dort kann ma gónet hin gehn: de is ima net órich gut geschtimt. - Sód di fucs fa sich sell'bst. Uf émol hot di fucs ene hón gesihn wo do lehn in de sonn gehukt hot. Do hot si gedenkt: "Ich gehn lamsamche hin! Di hóne hon hetta flaisch, awa wen ma khen hinkel hot, was will ma mache?" Di fucs is blos bissie dichta komm, do hot de hón chon óngefang se phikke.
- Auetsch, auetsch! De hón phikt negst wi'n nêmaschin! - Sóod di fucs. De hón hot de waita gephikt, links rom, rechts rom, un di fahungatne fucs is nimmi fott kom.
- Du liiwa tsait, fucs! Bist du samma gefó geb? - hot das ratche gefrod. - Du bist awa mo' en dumm fucs! Orre bist du blind? Host du net gesihn das das de beste chtrait hón is wo's do hi'rom gibt?
- Ia, ia! - Sóod di fucs. - Ich gehn mea mo' sellebst hinkle tsie.
Tradução:
A RAPOSA FAMINTA
Este é o pequeno conto da raposa faminta.
Já fazia alguns dias que a raposa não haviam mais comido direito. Seu estômago já estava mais vazio do que seus bolsos. Se ela ao menos comesse cenouras, então furtaria elas do coelhinho.
- Se eu ao menos pudesse furtar uma galinha gorda do tigre... mas lá não se pode ir: ele sempre está bem afiado. - Disse a raposa para si mesma. De repente a raposa viu um galo que estava sentado sozinho no sol. Então ela pensou: "Eu vou devagarinho lá! Os galos tem carne mais dura, mas quando não se tem galinha, o que faremos?" A raposa só chegou um pouco mais perto, então o galo já começou a picar.
- Au, au! O galo pica quase como uma máquina de costura! - Disse a raposa. O galo continuou a picá-lo, pela esquerda, pela direita e a raposa faminta não conseguiu se livrar.
- Que coisa, raposa! Você foi atropelada? - Perguntou o ratinho. - Mas você é uma raposa burra! Ou você é cega? Você não viu que este é o melhor galo de briga que existe por aqui?
- Sim, sim! - Disse a raposa. - Eu vou mesmo me criar galinhas.
Publico aqui histórias hilárias que são contadas de geração em geração e assuntos do dia-a-dia, todos em alemão Hunsrickisch (Deutsche Hunsrücker). Publico também a sua tradução, para que possa ser pesquisada e aprendida esta maravilhosa língua. Ainda, tem textos práticos para o uso da língua, expressões, verbos, tirar dúvidas, enfim, um curso para aprender ou rever o Hunsrickisch. Na maioria dos textos incluo o áudio para você ouvir a pronúncia. "Esta é nossa língua!" "Das is unsere chprooch!"
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
Bissie Gelô - De Rothoa - tradução
O Rúivo
Desde que o mundo gira existem pessoas infiéis. Os seres humanos ainda viviam pelas cavernas, e já as mulheres traíam os maridos e os homens já bobeavam as mulheres.
Ouve-se histórias sobre pessoas infiéis todos os dias. Muitas vezes resulta até em mortes. Sempre é difícil para quem é enganado. O ser humano, no casamento, não quer se repartir.
Na colônia ainda é mais difícil que na cidade porque lá as pessoas se conhecem e assim que isto aconteceu, toda a comunidade já fica sabendo.
Quando na traição uma criança é gerada, então o mundo está perdido. Quantos casamentos se desfizeram por causa de uma criança que foi gerada pela traição da mulher! Isto sempre está acontecendo por aí. Então as crianças sempre são parecidas com o pai ou com a mãe, ou misturadas. Mas sempre têm semelhanças com um dos dois.
Quando então a criança não se parece com os dois, então a desconfiança está aí. E assim aconteceu uma vez em Arroio Verde, perto de Feliz.
Era uma família, o homem o Pedro, a mulher, a Cecília e cinco filhos. Quatro morenos e um rúivo. Todos eram parecidos entre si. Mas o rúivo era bem difente dos outros.
O Pedro já desconfiava desde o garoto nasceu de que ele não era seu filho, então ele perguntou:
- Cecília, me diz a verdade: o pequeno rúivo com certeza é meu?
Ela respondeu:
- Sim, Pedro, por Deus do Céu! O rúivo com certeza é teu. Tu o deves amar como verdadeiro filho teu.
Mas o Pedro não tinha tanta certeza sobre o garotinho. Onde já se havia visto isto: os quatro primeiros filhos todos de cabelo preto, sem sardas no rosto e todos com um comportamento parecido. O pequeno rúivo, completamente diferente, não se deixa mandar direito e ainda por cima, tem o rosto cheio de sardas, algo que ninguém na família tem.
O tempo passou, as crianças cresceram e Pedro nunca aceitou plenamente que o rúivo fosse seu filho. Um dia, ele acabou no hospital e os médicos descobriram que ele era doente terminal. Então ele mandou vir a família. Quando a esposa estava com ele, ele disse:
- Cecília, pela última vez. Me diz a verdade porque estou morrendo e não gostaria de levar comigo uma dúvida. O rúivo é realmente meu filho?
- Então, Pedro, como não pode ser diferente, vou te dar a real: o rúivo com certeza é teu filho!
- Mas como, então? Como pode ele ser diferente dos meus outros filhos?
- Falando sinceramente, o rúivo é teu filho e os outros quatro são filhos do vizinho!
(Qualquer semelhança é mera coincidência.)
Desde que o mundo gira existem pessoas infiéis. Os seres humanos ainda viviam pelas cavernas, e já as mulheres traíam os maridos e os homens já bobeavam as mulheres.
Ouve-se histórias sobre pessoas infiéis todos os dias. Muitas vezes resulta até em mortes. Sempre é difícil para quem é enganado. O ser humano, no casamento, não quer se repartir.
Na colônia ainda é mais difícil que na cidade porque lá as pessoas se conhecem e assim que isto aconteceu, toda a comunidade já fica sabendo.
Quando na traição uma criança é gerada, então o mundo está perdido. Quantos casamentos se desfizeram por causa de uma criança que foi gerada pela traição da mulher! Isto sempre está acontecendo por aí. Então as crianças sempre são parecidas com o pai ou com a mãe, ou misturadas. Mas sempre têm semelhanças com um dos dois.
Quando então a criança não se parece com os dois, então a desconfiança está aí. E assim aconteceu uma vez em Arroio Verde, perto de Feliz.
Era uma família, o homem o Pedro, a mulher, a Cecília e cinco filhos. Quatro morenos e um rúivo. Todos eram parecidos entre si. Mas o rúivo era bem difente dos outros.
O Pedro já desconfiava desde o garoto nasceu de que ele não era seu filho, então ele perguntou:
- Cecília, me diz a verdade: o pequeno rúivo com certeza é meu?
Ela respondeu:
- Sim, Pedro, por Deus do Céu! O rúivo com certeza é teu. Tu o deves amar como verdadeiro filho teu.
Mas o Pedro não tinha tanta certeza sobre o garotinho. Onde já se havia visto isto: os quatro primeiros filhos todos de cabelo preto, sem sardas no rosto e todos com um comportamento parecido. O pequeno rúivo, completamente diferente, não se deixa mandar direito e ainda por cima, tem o rosto cheio de sardas, algo que ninguém na família tem.
O tempo passou, as crianças cresceram e Pedro nunca aceitou plenamente que o rúivo fosse seu filho. Um dia, ele acabou no hospital e os médicos descobriram que ele era doente terminal. Então ele mandou vir a família. Quando a esposa estava com ele, ele disse:
- Cecília, pela última vez. Me diz a verdade porque estou morrendo e não gostaria de levar comigo uma dúvida. O rúivo é realmente meu filho?
- Então, Pedro, como não pode ser diferente, vou te dar a real: o rúivo com certeza é teu filho!
- Mas como, então? Como pode ele ser diferente dos meus outros filhos?
- Falando sinceramente, o rúivo é teu filho e os outros quatro são filhos do vizinho!
(Qualquer semelhança é mera coincidência.)
De Rothoa
Tsait di welt sich dreht giebt es únntrauiche lait. Di mensche honn noch in de hehle do rom gelebt, dan honn chon di frólait de mann hinnagang und di menna honn chon di frólait fa de flabbes gehall.
Do heat ma iede tóoch fon únntrauiche lait chtekka. Fillmohls gieb es bis toote debai. Es is ima chweia fa de wo hinnagang gieb is. De mensch, in a hochtzait will sich net fatéele.
In de coloni is es dann noch chlimma als wi in de chtadt, wall dort di lait sich all kenne, un so wi so was passiat is, dan gried di gans comunited es chon gewó.
Wenn in de hinnagangung dan en kent sich grind, dan is di wellt faloa. Wiefel hochtsaite sinn fagang weche en kint wo geboat gieb is mit en hinnagangung des fró! Es is ima do romm am passire. Dan sinn di khenna all éhnlich mit em fatta oda di mutta, oda famischt. Awa, honn ima en éhnlichkhét mit énem fon de tswói.
Wenn es kint dan net sich glaicht mit de tswói, dan is di unntrauung do. Un so is es mohl passiat in Grinbach, dicht an Feliss.
Es wóod en familie, de mann de Pheda, di fróo di Tsília, un fennef khenna. Fia chwatskepp un ene rothoa. Alles wóre es guri. Di fia chwatskepp wóre all éhnlich unnana. Awa de rothhoa wód gans annischta.
De Pheda hot chon tsait das guriiche uf die welt komm wóod, net so órich getraut es weat sain. Do horra gefrod:
- Tsília, sóo mea di wôachéd: is de klene rothoa sicha main?
Si Antwort:
- Gewiss, Pheda! Im Gottes wille! De rothoa is sicha dain. Du sollst ea liebe als en echt kint fon dea.
Awa de Pheda hat net so ene óriche palpit iwa das guriiche. Wonê het ma mo sôwas gesihn: di fia easchte klene khenna sin all chwatskepp, ohne sonneflekke im gesicht un honn all ene éhnliche comportament. De klene rothoa, gans ánischta, lisst sich net richtich chikke un noch debai, hot es gesicht foll sonneflekke, als etwas wo kene in de familie ha t.
Di tsait is fagang, di khenna sin gewakst, un Pheda hot imma net gut óngeholl das de rothoa saine jung weat. Ene tóoch, is ea in es kranke haus gefall un do honn di doktre raus gefunn es weat en krankhéd wo ea fics todbringe ted. So is es passiat. In tswói woche wód Pheda chtérblich krank im krankenhaus. Do horra di familie komme geloss. Wi di fró léhn bai em wód, do sóora:
- Tsília, tsum letstes mohl. Só mea di wôached wall ich am chtérbe sinn, un mecht net main unntraung mit nemme. Is de rothoa sicha main kint?
- No iach dann, Pheda, wenn es net ánischta sinn kann, dan gebe ich dea di wôachéd bai: De rothoa is sicha wohl dein kint!
- Ja wi so dan? Wi kann de dan so ánischta sinn alls mein andere khenna?
- Ufrichtich geschproch: de rothoa is dain kint un di andere fia sin em nôchbar sain khenna!
(Ieda ennlichkaite sin nua cointsidense.)
Tsait di welt sich dreht giebt es únntrauiche lait. Di mensche honn noch in de hehle do rom gelebt, dan honn chon di frólait de mann hinnagang und di menna honn chon di frólait fa de flabbes gehall.
Do heat ma iede tóoch fon únntrauiche lait chtekka. Fillmohls gieb es bis toote debai. Es is ima chweia fa de wo hinnagang gieb is. De mensch, in a hochtzait will sich net fatéele.
In de coloni is es dann noch chlimma als wi in de chtadt, wall dort di lait sich all kenne, un so wi so was passiat is, dan gried di gans comunited es chon gewó.
Wenn in de hinnagangung dan en kent sich grind, dan is di wellt faloa. Wiefel hochtsaite sinn fagang weche en kint wo geboat gieb is mit en hinnagangung des fró! Es is ima do romm am passire. Dan sinn di khenna all éhnlich mit em fatta oda di mutta, oda famischt. Awa, honn ima en éhnlichkhét mit énem fon de tswói.
Wenn es kint dan net sich glaicht mit de tswói, dan is di unntrauung do. Un so is es mohl passiat in Grinbach, dicht an Feliss.
Es wóod en familie, de mann de Pheda, di fróo di Tsília, un fennef khenna. Fia chwatskepp un ene rothoa. Alles wóre es guri. Di fia chwatskepp wóre all éhnlich unnana. Awa de rothhoa wód gans annischta.
De Pheda hot chon tsait das guriiche uf die welt komm wóod, net so órich getraut es weat sain. Do horra gefrod:
- Tsília, sóo mea di wôachéd: is de klene rothoa sicha main?
Si Antwort:
- Gewiss, Pheda! Im Gottes wille! De rothoa is sicha dain. Du sollst ea liebe als en echt kint fon dea.
Awa de Pheda hat net so ene óriche palpit iwa das guriiche. Wonê het ma mo sôwas gesihn: di fia easchte klene khenna sin all chwatskepp, ohne sonneflekke im gesicht un honn all ene éhnliche comportament. De klene rothoa, gans ánischta, lisst sich net richtich chikke un noch debai, hot es gesicht foll sonneflekke, als etwas wo kene in de familie ha t.
Di tsait is fagang, di khenna sin gewakst, un Pheda hot imma net gut óngeholl das de rothoa saine jung weat. Ene tóoch, is ea in es kranke haus gefall un do honn di doktre raus gefunn es weat en krankhéd wo ea fics todbringe ted. So is es passiat. In tswói woche wód Pheda chtérblich krank im krankenhaus. Do horra di familie komme geloss. Wi di fró léhn bai em wód, do sóora:
- Tsília, tsum letstes mohl. Só mea di wôached wall ich am chtérbe sinn, un mecht net main unntraung mit nemme. Is de rothoa sicha main kint?
- No iach dann, Pheda, wenn es net ánischta sinn kann, dan gebe ich dea di wôachéd bai: De rothoa is sicha wohl dein kint!
- Ja wi so dan? Wi kann de dan so ánischta sinn alls mein andere khenna?
- Ufrichtich geschproch: de rothoa is dain kint un di andere fia sin em nôchbar sain khenna!
(Ieda ennlichkaite sin nua cointsidense.)
Bissie Gelô - Di Fail - Tradução
A Lima
Em todos os tipos de línguas que existem no mundo, sempre tem no meio das palavras faladas algumas que tem dois sentidos.
Assim acontece no português, no inglês, no alemão e certamente, também no nosso alemão dialeto. As vezes tem uma mistura que realmente mostra um outro sentido do que o que parecia ser.
Então, quando os outros riram a respeito do erro, então a gente entende que estava errado. Assim, numa grande festa, o padre da paróquia havia se sentado numa cadeira e seu casaco ficara prensado na cadeira. Então, um guri que por acaso passava por ali viu e disse:
- Padre, você está pendurado.
Todos ali ao redor tiveram que rir porque hengst também significa égua.
Mas sobre palavras trocadas, não a que estão impressas no jornal mas as que são trocadas no seu sentido, também aconteceu algo no dia do casamento da Tereza. Então estav lá a Maria Edite, a primeira pessoa a ter que sair de lá. Então para fazer bonito, ela foi até o microfone da banda e disse:
- Meus amigos: ir embora (também significa: peidar) entre vários amigos sempre dói, mas antes que eu inche, estarei em casa.
Então as pessoas tiveram que rir. Eles entenderam algo a respeito de peidos e a Edite havia falado sobre ir embora. Então ela ainda rapidamente acrescentou no microfone:
- Não me levem a mal! Eu não queria dizer ir embora (peidar) com peidos, mas com os pés.
A alegria foi grande. Todos tiveram que rir.
Uma outra vez aconteceu que o Albertin chegou no armazém. O local estava cheio de homens jogando cartas, tomando sua cachacinha e jogando conversa fora. Então, o Albertin comprou todas as coisas que precisava, e por fim disse:
- Também me dá uma lima nova.
O atendente respondeu:
- Não tenho lima nova para vender. Você tem pressa em tê-la?
- Mais ou menos! Por que? Você encomendou limas novas? Eu tenho lá uma serra cega a qual realmente precisa novamente de uma limada.
- Sim, eu as encomendei e acho que não levará uma semana para virem. Assim as terei novamente para vender.
O Albertin meneou com a cabeça, então ele disse para o vendedor:
- Uma semana é um pouco tempo demais para mim. Não posso esperar tanto tempo. Então vou para casa e continuarei limando com a velha (mit de alt am faile = fazendo sexo com a velha).
(Qualquer semelhança é mera coincidência).
Em todos os tipos de línguas que existem no mundo, sempre tem no meio das palavras faladas algumas que tem dois sentidos.
Assim acontece no português, no inglês, no alemão e certamente, também no nosso alemão dialeto. As vezes tem uma mistura que realmente mostra um outro sentido do que o que parecia ser.
Então, quando os outros riram a respeito do erro, então a gente entende que estava errado. Assim, numa grande festa, o padre da paróquia havia se sentado numa cadeira e seu casaco ficara prensado na cadeira. Então, um guri que por acaso passava por ali viu e disse:
- Padre, você está pendurado.
Todos ali ao redor tiveram que rir porque hengst também significa égua.
Mas sobre palavras trocadas, não a que estão impressas no jornal mas as que são trocadas no seu sentido, também aconteceu algo no dia do casamento da Tereza. Então estav lá a Maria Edite, a primeira pessoa a ter que sair de lá. Então para fazer bonito, ela foi até o microfone da banda e disse:
- Meus amigos: ir embora (também significa: peidar) entre vários amigos sempre dói, mas antes que eu inche, estarei em casa.
Então as pessoas tiveram que rir. Eles entenderam algo a respeito de peidos e a Edite havia falado sobre ir embora. Então ela ainda rapidamente acrescentou no microfone:
- Não me levem a mal! Eu não queria dizer ir embora (peidar) com peidos, mas com os pés.
A alegria foi grande. Todos tiveram que rir.
Uma outra vez aconteceu que o Albertin chegou no armazém. O local estava cheio de homens jogando cartas, tomando sua cachacinha e jogando conversa fora. Então, o Albertin comprou todas as coisas que precisava, e por fim disse:
- Também me dá uma lima nova.
O atendente respondeu:
- Não tenho lima nova para vender. Você tem pressa em tê-la?
- Mais ou menos! Por que? Você encomendou limas novas? Eu tenho lá uma serra cega a qual realmente precisa novamente de uma limada.
- Sim, eu as encomendei e acho que não levará uma semana para virem. Assim as terei novamente para vender.
O Albertin meneou com a cabeça, então ele disse para o vendedor:
- Uma semana é um pouco tempo demais para mim. Não posso esperar tanto tempo. Então vou para casa e continuarei limando com a velha (mit de alt am faile = fazendo sexo com a velha).
(Qualquer semelhança é mera coincidência).
Bissie Gelô - Di Fail
Di Fail
Ouça esta história aqui: Di Fail.mp3
In de ganse sotte sprooche wo es uf de welt giebt, hot ma ima tswischen dem dings wo gesód giebt êtliche wétta oda chprooche wo ma in tswói óde faschtehn kann.
So passiat es in portugiesisch, in englisch, in daitsch un óch, gewiss, in plattaidsch. Es giebt alsmols en mischung wo wércklich en anna sinn tsaicht als es geménnt wód.
Dann, wenn di and're mo driwa gelacht hon, dann faschteht ma es das es falsch wód. So, uf en grohs fest, hat de phóda fon de farrái uf em chtuhl gesitst un saine iakke wód fest am chtuhl geklemmt. Do sód ene guri wo so unnfahoft langst ea gang is un hot das gesihn:
- Phóda, du hengst.
All muste sie lache wall hengst kann io óch ene gaul sinn.
Awa iwa gedruktne wetta, net di wo getruckt sinn in de tsaitung awa di wo gedrukt wérre in sainem sinn, is óh en chtekk passiat uf de Thérres sain hochtsait. Do wód di Maria Edit di eascht person wo dort fon de fest must wech gehn. Do, fa es chehn mache, is si an de microfon fon de bande gang un sód:
- Main fróinde: Fot se gehn una en haufe fróinde tut em ima weh, awa eb ich foll gewe, will ich de hémm sin.
Do muste di lait all ónfenge se lache. Si hon etwas faschtann iwa féts un di Edit hot doch iwa wech gehn geschproch. Do sód si fics nô am microfon:
- Nics fa unngut! Ich hon net geménnt fotse gehn mit féts, awa mit de fiis.
De chpass wód grohs. All muste se lache.
En anna mohl is es passiat das de Albertin an di vende komm is. Das plats wód foll menna wo am kóode wóre, am chnepsle wóre un geschpreech am wech chmaisse wóore. Do, hot de Albertin sain dings alles kóoft wo ea brauchte must, do tsum chliss horra gesód:
- Geb mea óch en nai fail.
De gescheftsmann hot geantwort:
- Ich honn ken nai fail do hia fa se fakóofe. Mist du di fa chnell hon?
- Ia, unngefeia! Weche was? Hosst du naie faile beschtellt? Ich honn dort en rúppich see, wo wércklich mist nommo nai gefailt wérre.
- Ia wohl. Ich honn se beschtellt un menne es ted ken woch meh daure, dann herre ich se nommo fa fakóofe.
De Albertin hot mit em kopp geschittelt, do sóora fa de gescheftsmann:
- En woch is bissie tsu lang fa mich. Ich kann net so lang wóode. Dann gehn ich hémm un tun ráckstich nommo mit de alt faile.
(Ieda ennlichkaite sin nua cointsidense.)
Ouça esta história aqui: Di Fail.mp3
In de ganse sotte sprooche wo es uf de welt giebt, hot ma ima tswischen dem dings wo gesód giebt êtliche wétta oda chprooche wo ma in tswói óde faschtehn kann.
So passiat es in portugiesisch, in englisch, in daitsch un óch, gewiss, in plattaidsch. Es giebt alsmols en mischung wo wércklich en anna sinn tsaicht als es geménnt wód.
Dann, wenn di and're mo driwa gelacht hon, dann faschteht ma es das es falsch wód. So, uf en grohs fest, hat de phóda fon de farrái uf em chtuhl gesitst un saine iakke wód fest am chtuhl geklemmt. Do sód ene guri wo so unnfahoft langst ea gang is un hot das gesihn:
- Phóda, du hengst.
All muste sie lache wall hengst kann io óch ene gaul sinn.
Awa iwa gedruktne wetta, net di wo getruckt sinn in de tsaitung awa di wo gedrukt wérre in sainem sinn, is óh en chtekk passiat uf de Thérres sain hochtsait. Do wód di Maria Edit di eascht person wo dort fon de fest must wech gehn. Do, fa es chehn mache, is si an de microfon fon de bande gang un sód:
- Main fróinde: Fot se gehn una en haufe fróinde tut em ima weh, awa eb ich foll gewe, will ich de hémm sin.
Do muste di lait all ónfenge se lache. Si hon etwas faschtann iwa féts un di Edit hot doch iwa wech gehn geschproch. Do sód si fics nô am microfon:
- Nics fa unngut! Ich hon net geménnt fotse gehn mit féts, awa mit de fiis.
De chpass wód grohs. All muste se lache.
En anna mohl is es passiat das de Albertin an di vende komm is. Das plats wód foll menna wo am kóode wóre, am chnepsle wóre un geschpreech am wech chmaisse wóore. Do, hot de Albertin sain dings alles kóoft wo ea brauchte must, do tsum chliss horra gesód:
- Geb mea óch en nai fail.
De gescheftsmann hot geantwort:
- Ich honn ken nai fail do hia fa se fakóofe. Mist du di fa chnell hon?
- Ia, unngefeia! Weche was? Hosst du naie faile beschtellt? Ich honn dort en rúppich see, wo wércklich mist nommo nai gefailt wérre.
- Ia wohl. Ich honn se beschtellt un menne es ted ken woch meh daure, dann herre ich se nommo fa fakóofe.
De Albertin hot mit em kopp geschittelt, do sóora fa de gescheftsmann:
- En woch is bissie tsu lang fa mich. Ich kann net so lang wóode. Dann gehn ich hémm un tun ráckstich nommo mit de alt faile.
(Ieda ennlichkaite sin nua cointsidense.)
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