Publico aqui histórias hilárias que são contadas de geração em geração e assuntos do dia-a-dia, todos em alemão Hunsrickisch (Deutsche Hunsrücker). Publico também a sua tradução, para que possa ser pesquisada e aprendida esta maravilhosa língua. Ainda, tem textos práticos para o uso da língua, expressões, verbos, tirar dúvidas, enfim, um curso para aprender ou rever o Hunsrickisch. Na maioria dos textos incluo o áudio para você ouvir a pronúncia. "Esta é nossa língua!" "Das is unsere chprooch!"
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Ai se Te Pego, sucesso de Michel Teló em Hunsrickisch
Hea das graveadne chteck do hia: ouça esta gravação aqui:
Ai wenn ich dich fange Ai se te pego
Banda Munique Michel Teló
Iesses, Iesses, Nossa, nossa,
so mach'st du mich kaput Assim você me mata
Ai, wenn ich dich fange Ui, se te agarro
Ai, ai, wenn ich dich fange, Ui, ui se te agarro,
Iwa gut, iwa gut, Bom demais, bom demais,
So mach'st du mich kaput. Assim você me mata.
Ai, wenn ich dich fange Ui se te agarro
Ai, ai, wenn ich dich fange. Ui, ui se te agarro.
(Geschproch: das is di banda (Falado: esta é a banda
Munique un de deutsche Teló. Munique e o alemão Teló.
Oiêe noch mohl). Vamos lá!)
Sammstach auf dem bóol Sábado no baile
Tsu tantsen hot das volk óngefang O pessoal começou a dançar
Das schehnste medche is A garota mais bela passou
foa mich dorrich gang Na minha frente.
Ich passen uf un hon Eu admirei e comecei
óngefang tsu sahn: A falar:
Iesses, Iesses, Nossa, nossa,
so mach'st du mich kaput Assim você me mata
Ai, wenn ich dich fange Ui, se te agarro
Ai, ai, wenn ich dich fange, Ui, ui se te agarro,
Iwa gut, iwa gut, Bom demais, bom demais,
So mach'st du mich kaput. Assim você me mata.
Ai, wenn ich dich fange Ui se te agarro
Ai, ai, wenn ich dich fange. Ui, ui se te agarro.
(Geschproch: Wenn ich dich fange (Falado: Se eu te pego,
tust du mo'sihn was gut is, gell?) verá o que é bom, não?)
Sammstach auf dem bóol Sábado no baile
Tsu tantsen hot das volk óngefang O pessoal começou a dançar
Das schehnste medche is A garota mais bela passou
foa mich dorrich gang Na minha frente.
Ich passen uf un hon Eu admirei e comecei
óngefang tsu sahn: A falar:
Iesses, Iesses, Nossa, nossa,
so mach'st du mich kaput Assim você me mata
Ai, wenn ich dich fange Ui, se te agarro
Ai, ai, wenn ich dich fange, Ui, ui se te agarro,
Iwa gut, iwa gut, Bom demais, bom demais,
So mach'st du mich kaput. Assim você me mata.
Ai, wenn ich dich fange Ui se te agarro
Ai, ai, wenn ich dich fange. Ui, ui se te agarro.
Sammstach auf dem bóol Sábado no baile
Tsu tantsen hot das volk óngefang O pessoal começou a dançar
Das schehnste medche is A garota mais bela passou
foa mich dorrich gang Na minha frente.
Ich passen uf un hon Eu admirei e comecei
óngefang tsu sahn: A falar:
(Geschproch: das is di banda (Falado: esta é a banda
Munique un de deutsche Teló. Munique e o alemão Teló.
Oiêe noch mohl). Vamos lá!)
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Blog falando do nosso alemão Hunsrickisch
Olá amigos e amigas.
Para mim sempre é uma satisfação poder publicar outros endereços que mencionam ou falam a respeito de nossa bela língua, o hunsrickisch. Desta vez, é o blog do aspirante a professor de português e Inglês, Jonathan Zotti da Silva.
O link do seu artigo no blog é:
http://alunojon.blogspot.com/2012/02/hunsruckisch.html
Para mim sempre é uma satisfação poder publicar outros endereços que mencionam ou falam a respeito de nossa bela língua, o hunsrickisch. Desta vez, é o blog do aspirante a professor de português e Inglês, Jonathan Zotti da Silva.
O link do seu artigo no blog é:
http://alunojon.blogspot.com/2012/02/hunsruckisch.html
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Canção em Alemão Hunsrickisch: Di drai Iechta
Ouça esta canção aqui: Hea das liid do hia:
DIE DRAI IECHTA OS TRÊS CAÇADORES
Banda América - Di drai Iechta Banda América - Os três Caçadores
(Geschproch: "Dea liwe fróinde, ich (falado: "Queridos amigos, quero lhes
will aich mohl fatsêele fon de safóode contar uma coisa: dos safados dos três
drai ieacht dort driwe in de picóod.") caçadores lá na picada.")
I I
Ich will aich was fatsêele Quero contar algo a vocês
Dea lait das is en fêela Pessoal, isto é um erro
Drai iechta gehn in de walt Três caçadores foram ao mato
Da hat's ach schon geknallt. E então já se ouviu o estampido.
Ich will aich was fatsêele Quero contar algo a vocês
Dea lait das is en fêela Pessoal, isto é um erro
Drai iechta gehn in de walt Três caçadores foram ao mato
Da hat's ach schon geknallt. E então já se ouviu o estampido.
Stribill: Estribilho:
Oiêe, oiêe, di drai iechta Ora, ora, os três caçadores
Honn fill caróoj Têm muita coragem
Kom' im nachba sain plantóoj Entram na plantação do vizinho
Un de mann de hat geróost Deixando o homem na loucura!
Oiêe, oiêe, di drai iechta Ora, ora, os três caçadores
Honn fill caróoj Têm muita coragem
Kom' im nachba sain plantóoj Entram na plantação do vizinho
Un de mann de hat geróost Deixando o homem na loucura!
Chpillung Solo
Chpillung Solo
(Geschproch: "Oiêe, die kratste (falado: "Ora, eles cavocam
dem nochbar sain batate all raus. as batatas dele todas para fora.
Was sóon dan di lait? De mann, de O que então dizem as pessoas?
hat khen batate meh'!") O homem não tem mais batatas.")
II II
De ene kommt fon driwe, Um vem de lá
De annre lóoft schon niwwe, O outro já corre ali adiante,
Dan fehlt noch mohl de Pitt Então ainda falta o Pedro
De kommt schon óngerrit. Ele já vem a cavalo.
De ene kommt fon driwe, Um vem de lá
De annre lóoft schon niwwe, O outro já corre ali adiante,
Dan fehlt noch mohl de Pitt Então ainda falta o Pedro
De kommt schon óngerrit. Ele já vem a cavalo.
Stribill: Estribilho:
Oiêe, oiêe, di drai iechta Ora, ora, os três caçadores
Honn fill caróoj Têm muita coragem
Kom' im nachba sain plantóoj Entram na plantação do vizinho
Un de mann de hat geróost Deixando o homem na loucura!
Oiêe, oiêe, di drai iechta Ora, ora, os três caçadores
Honn fill caróoj Têm muita coragem
Kom' im nachba sain plantóoj Entram na plantação do vizinho
Un de mann de hat geróost Deixando o homem na loucura!
(Geschproch: "De Pitt, wenn de soll (Falado: " O Pedro, quando é para
chaffe gehn, dann will de io saine trabalhar, então ele quer o seu burro. muhle honn. Awa ene gute iechta is ea: Mas ele é um bom caçador:
de hat mohl mit enem schuss ellef abateu uma vez com um tiro
koati ronna geschoss.) 11 coatis.!
III III
Móinds frii, wóod das noch dunkel De manhã cedo, ainda era escuro
Da hat es schon gerrumbellt Então já iniciava o barulho.
Dann lait ma noch im bett Enquanto ainda deitado na cama
Dann kracht schon di spolet. Já espocava a espoleta.
Móinds frii, wóod das noch dunkel De manhã cedo, ainda era escuro
Da hat es schon gerrumbellt Então já iniciava o barulho.
Dann lait ma noch im bett Enquanto ainda deitado na cama
Dann kracht schon di spolet. Já espocava a espoleta.
Stribill: Estribilho:
Oiêe, oiêe, di drai iechta Ora, ora, os três caçadores
Honn fill caróoj Têm muita coragem
Kom' im nachba sain plantóoj Entram na plantação do vizinho
Un de mann de hat geróost Deixando o homem na loucura!
Oiêe, oiêe, di drai iechta Ora, ora, os três caçadores
Honn fill caróoj Têm muita coragem
Kom' im nachba sain plantóoj Entram na plantação do vizinho
Un de mann de hat geróost Deixando o homem na loucura!
(Geschproch: "Móinds frii, dann (Falado: "De manhã cedo, se gostaria
téed ma noch genn bissie chloofe, dann de dormir um pouco mais, então já
kracht das schon in alla ecke romm.") espocam os foguetes pelos cantos.")
IV IV
Ich dérref net drón denke Nem me atrevo a pensar a respeito
An di drai grosse bengle Destes três marmanjos
So en ganse tóoh in de heckke Um dia inteiro nos brejais
Un das fii wóod derr wi chteckke. E seu gado magricela como varas.
Ich dérref net drón denke Nem me atrevo a pensar a respeito
An di drai grosse bengle Destes três marmanjos
So en ganse tóoh in de heckke Um dia inteiro nos brejais
Un das fii wóod derr wi chteckke. E seu gado magricela como varas.
Stribill: Estribilho:
Oiêe, oiêe, di drai iechta Ora, ora, os três caçadores
Honn fill caróoj Têm muita coragem
Kom' im nachba sain plantóoj Entram na plantação do vizinho
Un de mann de hat geróost Deixando o homem na loucura!
Oiêe, oiêe, di drai iechta Ora, ora, os três caçadores
Honn fill caróoj Têm muita coragem
Kom' im nachba sain plantóoj Entram na plantação do vizinho
Un de mann de hat geróost Deixando o homem na loucura!
(Geschproch: "Di honn als so phó (Falado: "As vezes eles têm alguns
schwain dorom lóofe. Di sinn so porcos correndo por aí. Eles são tão
dérr, denna mus ma knippe in di magros, que se precisa fazer um nó nos
chwents renn binne dassie net rabos para que eles não caiam
fon de risse ronna falle tun!") através das frestas (do chiqueiro).")
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Correspondência recebida em 09 de Janeiro de 2012
Email recebido de Lucas:
Gostaria de parabenizá-lo pelo blog Língua Alemã Hunsrickisch, o blog é muito bacana e já aprendi bastante coisa acerca do dialeto. Eu sou de Santa Catarina e tenho uma dúvida, o Hunsrickisch falado no Rio Grande do Sul é o alemão oficial com palavras do português adaptadas ( por exemplo Schuraske, como consta em seu blog) ou ele já era dialeto da região do Hunsrück na Alemanha e teve algumas palavras incorporadas aqui no Brasil? Também gostaria de saber se a música "Mein Schnoras" é de autoria de Bruno Neher dos 3 xirús ou é dos cantores da versão que está em seu blog? Outra coisa, existem outros dialetos alemães no Rio Grande do Sul? Ou este é o único falado? Por que um dia eu estava no consultório médico, e entrou uma senhora já com bastante idade e sua filha, essa senhora só se comunicava com a filha em alemão, eu sei falar um pouco o alemão atual e não entendi nada do que elas falaram, e acredito que elas falavam o Hunsriqueno Riograndense porque moro no oeste catarinense e essa região foi colonizada por gaúchos, mas também penso na possibilidade de ser outro dialeto, dos alemães do Volga quem sabe. Outro fator que fez com que eu não entendesse é que elas falavam bem rápido e meu ouvido ainda não está bem afiado, estou aprendendo sozinho o Deutsch. Se puder responder agradeço e parabéns pelo blog novamente, é uma jóia rara este blog.
Auf Wiedersehen!
Auf Wiedersehen!
Resposta em 10/01/2012:
Olá Lucas,
Muito obrigado pelos comentários sobre meu blog pois é através destas injeções de ânimo que recebo diariamente de leitores que me fazem construí-lo cada vez mais com afinco. Afinal, elaborar os textos e gravá-los dá um trabalho monumental.
Sobre suas perguntas, vamos às respostas:
- O hunsrickisch falado aqui no RS é o alemão trazido pelos nossos ascendentes entre 1824 e 1832, vindos da região de Hunsrück no sudoeste alemão. A língua perdurou por este tempo todo, sendo transmitida oralmente de geração em geração. Vale lembrar que o alemão Clássico foi adotado na Alemanha depois de nossos imigrantes virem ao Brasil. Então prevalesceu aqui um modo genuíno de falar uma língua alemã, a qual muito fascina os alemães pelo seu modo peculiar de expressões e palavras que já não são mais praticadas na Alemanha.
As palavras 'aportuguesadas' em sua maioria são palavras que surgiram devido às novidades que aqui existiam ou que foram criadas quando os alemães já estavam morando aqui. Assim o exemplo: Schuraske, prato típico gaúcho que não existia na Alemanha. Outros exemplos de coisas que surgiram depois: calçada - calçóde, Computador - computadoa, televisão - televissom, futebol - fusbal, frequentar - frekwentire, galinhada - galinióde, lambari - lambari, cará - caróo, muçum - schlangefisch, cascudo - cascude ou dreckfisch, joão-de-barro - dreckbaua, bem-te-vi - bentevii.
Já conhecido dos imigrantes, a andorinha continuou sendo schwalbche. E, diferentemente, o pardal recebeu aqui o nome de fridsfechelche (passarinho descançado), já que o nome spatz que é o original de pardal, aqui tem conotação pejorativa, significando o membro masculino.
- Sobre a canção Main Schnoras, realmente é da autoria de Bruno Neher dos 3 Xirus.
- Existem outros dialetos no RS, principalmente o westfaliano praticado não muito longe daqui na região de Encantado, Teutônia e Westfália. Além disto, também o pomerano é praticado aqui no RS, só não saberia precisar lugares.
Grande abraço e sinta-se a vontade quando tiver alguma dúvida, em me consultar.
Pio Rambo
Olá Lucas,
Muito obrigado pelos comentários sobre meu blog pois é através destas injeções de ânimo que recebo diariamente de leitores que me fazem construí-lo cada vez mais com afinco. Afinal, elaborar os textos e gravá-los dá um trabalho monumental.
Sobre suas perguntas, vamos às respostas:
- O hunsrickisch falado aqui no RS é o alemão trazido pelos nossos ascendentes entre 1824 e 1832, vindos da região de Hunsrück no sudoeste alemão. A língua perdurou por este tempo todo, sendo transmitida oralmente de geração em geração. Vale lembrar que o alemão Clássico foi adotado na Alemanha depois de nossos imigrantes virem ao Brasil. Então prevalesceu aqui um modo genuíno de falar uma língua alemã, a qual muito fascina os alemães pelo seu modo peculiar de expressões e palavras que já não são mais praticadas na Alemanha.
As palavras 'aportuguesadas' em sua maioria são palavras que surgiram devido às novidades que aqui existiam ou que foram criadas quando os alemães já estavam morando aqui. Assim o exemplo: Schuraske, prato típico gaúcho que não existia na Alemanha. Outros exemplos de coisas que surgiram depois: calçada - calçóde, Computador - computadoa, televisão - televissom, futebol - fusbal, frequentar - frekwentire, galinhada - galinióde, lambari - lambari, cará - caróo, muçum - schlangefisch, cascudo - cascude ou dreckfisch, joão-de-barro - dreckbaua, bem-te-vi - bentevii.
Já conhecido dos imigrantes, a andorinha continuou sendo schwalbche. E, diferentemente, o pardal recebeu aqui o nome de fridsfechelche (passarinho descançado), já que o nome spatz que é o original de pardal, aqui tem conotação pejorativa, significando o membro masculino.
- Sobre a canção Main Schnoras, realmente é da autoria de Bruno Neher dos 3 Xirus.
- Existem outros dialetos no RS, principalmente o westfaliano praticado não muito longe daqui na região de Encantado, Teutônia e Westfália. Além disto, também o pomerano é praticado aqui no RS, só não saberia precisar lugares.
Grande abraço e sinta-se a vontade quando tiver alguma dúvida, em me consultar.
Pio Rambo
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Bissie Gelô: Mit Hunnad un Secs Ioa
Hea das graveadne chteck do hia: Ouça esta história gravada aqui:
Bissie Gelô
Mit Hunnad un Secs Ioa
So wi di iore lóofe kann ma iedes mohl meh sihn das di lait lenga lewe.
Es is grohsódich wi di lait lenga lewe haitsestóohe als fríasch. Wi ich ene klene guri wóod, dan hot es gehéest das ma mit fênneftsich ioa alt weat. Wenn en person mit meh wi fênneftsich ioa geschtorreb is, dann hot es gehéest una de lait: - Och, de wóod io óoch schon alt! De is fon êlltatum geschtorreb!
Dann, di person nêewa ihnem antwort:
- Soll uns Gott hellfe das mea óoch so wait komme!
Awa haitsestóohe, sin mea chon iore meh iwa fênneftsich un chpêere als das lebe noch am óngang is, un das ma noch fênneftsich ioa lewe kann.
Do hot alles sich geénnat. Dorrich di meditsin un dorrich es equilibriatnes esse, sen mea komm an de punkt das ma laicht iwa achtsich ioa kommt. Wenn ene dann chtérrebt mit fênneftsich ioa, sóon mea: "Och, de is doch so iung gechtorreb!"
Un so, mit de tsaite un dôrrich di tóoche, léeft es lewe un bringt ieda tsait meh lait mit wo sin meh wi achtsich ioa alt, foll gesunthéd un foll luste am lewe.
Ene fróind fon mea sóod mohl fa mich das di lait wo gesuntlich alt wérre sin di wo kéhn bang hon fa de tecnologii mit gehn un khéen angst honn de naichkéede mit gehn.
Un das is en woahéed. Di lait wo mit computadoa ummgehn, wo saine celulóa honn un wisse meh als nohre telefonire, di sinn so enngepakt mit de tecnologii, das di bessa es lewa waita bringe, un so lenga lewe.
Un noch, do sinn di debai wo iwa hunnad ioa gehn, un passe góned uf uf es esse un uf sain lewe. Dann, doktre fawunnre sich iwa das di béessia un di fêttacha wo so wait komme, ohne sich bekimmre mit was se gemacht honn oda was se gêss honn.
Fa se tsaiche wi das kimmt, is do das chteck fon dem alt béessie wo Leonilla gehéest hot. Es wód en chamant un frêhlich fréeche, wo chon an unnad un secs ioa komm wód. Si wód noch gehénntniss foll un hat en familie wo si mechtich in ehere imma gehall hat.
Leonilla, das wód aigentlich ene eksempel fon en fróo wo sain ganses leben gebaut hot iwa di familie, iwa di comunited un iwa di ehere des fróindschaft un sain familie.
Unn, wall sain familie sich óoch bekêmmad honn mit de bóos fonn meh wi hunnad ioa, honn se gehetst si soll, so wi es chon an de letste iore passiad is, bai de dokta gehn un sich consultire um sihen ob noch alles richtich weat.
Si hot es empfang un is bai de dokta, fill meh iunga wi si, kennt bis en engelche fon ihnem sinn dorrich di unnschitt des iore. Ea hot dann tsu si foageschrib en hauffe eksóome um en bild mache fon sain gesunthéed.
Si hot di ganse eksóome gemach, un wi alles féttich wód, do is si nochmol bai de dokta un hot di eksóome gestsaicht. De dokta hot di eksóome unnasuucht, un wi ea alles gesihn hat hot ea gemennt:
- Filaicht tust du fill chmalts benutse.
- Iawohl! - Antwort si. - Ich mache bohne, rais, flaisch un katoffle, alles mit chmalts.
- Filaicht tust du óch fill tsukka benutse.
- Iawohl! - Antwort si. - Ich mache kokos siis, bowre siis, millich siis, faiche siis, un frucht salód, alles mit tsukka.
- Wust du das de tsukka un das chmalts chóode mache? - hot de dokta gefrod.
- Gewiss! - Sód si.
De dokta chpricht waita:
- Ich honn óch do gesihn das du fill mehl benutse tust. Is das woa?
- Iawohl! - Antwort das hunnad un secs iêrich béessie. - Ich backe brod mit mehl, chmalts, salts un tsukka, debai noch ferment, un di nochbaschleit wolle all en proofie fon dem brod honn.
- Un dann wett noch salts debai gemischt! - Sód de dokta.
- Io! - Sód di bóos. - Brod ohne tsukka un ohne salts is wi en flaisch ohne chmalts: es chmekt net. ...Awa wi host du alles das gesihn?
- Ai dorrich dain eksóome. Ich honn gesihn das do tsu fill schmalts, tsukka un mehl in deinem kerwe sitst. Is alles tsu hoch. Un recomendire dich kreftich das du es schmalts, de tsukka un das mehl uf sait lost fa noch phóo meh ioa lewe.
- Ah so? - Sód das alt béessie. - Soll ich dan wercklich das chmalts, de tsukka un das mehl uf sait losse fa lenga lewe?
- Richtich so! - Sód de dokta.
- Chpassich! - Sóod das béessie. - Du bist chon de fênefte dokta wo mea das sêlwiche sód. Di annre fia wo mea das gesód honn, honn ich schon foa lange ioore gehollef beédiche.
(Ieda enlichkaite sin nua cointsidense).
Mit Hunnad un Secs Ioa
So wi di iore lóofe kann ma iedes mohl meh sihn das di lait lenga lewe.
Es is grohsódich wi di lait lenga lewe haitsestóohe als fríasch. Wi ich ene klene guri wóod, dan hot es gehéest das ma mit fênneftsich ioa alt weat. Wenn en person mit meh wi fênneftsich ioa geschtorreb is, dann hot es gehéest una de lait: - Och, de wóod io óoch schon alt! De is fon êlltatum geschtorreb!
Dann, di person nêewa ihnem antwort:
- Soll uns Gott hellfe das mea óoch so wait komme!
Awa haitsestóohe, sin mea chon iore meh iwa fênneftsich un chpêere als das lebe noch am óngang is, un das ma noch fênneftsich ioa lewe kann.
Do hot alles sich geénnat. Dorrich di meditsin un dorrich es equilibriatnes esse, sen mea komm an de punkt das ma laicht iwa achtsich ioa kommt. Wenn ene dann chtérrebt mit fênneftsich ioa, sóon mea: "Och, de is doch so iung gechtorreb!"
Un so, mit de tsaite un dôrrich di tóoche, léeft es lewe un bringt ieda tsait meh lait mit wo sin meh wi achtsich ioa alt, foll gesunthéd un foll luste am lewe.
Ene fróind fon mea sóod mohl fa mich das di lait wo gesuntlich alt wérre sin di wo kéhn bang hon fa de tecnologii mit gehn un khéen angst honn de naichkéede mit gehn.
Un das is en woahéed. Di lait wo mit computadoa ummgehn, wo saine celulóa honn un wisse meh als nohre telefonire, di sinn so enngepakt mit de tecnologii, das di bessa es lewa waita bringe, un so lenga lewe.
Un noch, do sinn di debai wo iwa hunnad ioa gehn, un passe góned uf uf es esse un uf sain lewe. Dann, doktre fawunnre sich iwa das di béessia un di fêttacha wo so wait komme, ohne sich bekimmre mit was se gemacht honn oda was se gêss honn.
Fa se tsaiche wi das kimmt, is do das chteck fon dem alt béessie wo Leonilla gehéest hot. Es wód en chamant un frêhlich fréeche, wo chon an unnad un secs ioa komm wód. Si wód noch gehénntniss foll un hat en familie wo si mechtich in ehere imma gehall hat.
Leonilla, das wód aigentlich ene eksempel fon en fróo wo sain ganses leben gebaut hot iwa di familie, iwa di comunited un iwa di ehere des fróindschaft un sain familie.
Unn, wall sain familie sich óoch bekêmmad honn mit de bóos fonn meh wi hunnad ioa, honn se gehetst si soll, so wi es chon an de letste iore passiad is, bai de dokta gehn un sich consultire um sihen ob noch alles richtich weat.
Si hot es empfang un is bai de dokta, fill meh iunga wi si, kennt bis en engelche fon ihnem sinn dorrich di unnschitt des iore. Ea hot dann tsu si foageschrib en hauffe eksóome um en bild mache fon sain gesunthéed.
Si hot di ganse eksóome gemach, un wi alles féttich wód, do is si nochmol bai de dokta un hot di eksóome gestsaicht. De dokta hot di eksóome unnasuucht, un wi ea alles gesihn hat hot ea gemennt:
- Filaicht tust du fill chmalts benutse.
- Iawohl! - Antwort si. - Ich mache bohne, rais, flaisch un katoffle, alles mit chmalts.
- Filaicht tust du óch fill tsukka benutse.
- Iawohl! - Antwort si. - Ich mache kokos siis, bowre siis, millich siis, faiche siis, un frucht salód, alles mit tsukka.
- Wust du das de tsukka un das chmalts chóode mache? - hot de dokta gefrod.
- Gewiss! - Sód si.
De dokta chpricht waita:
- Ich honn óch do gesihn das du fill mehl benutse tust. Is das woa?
- Iawohl! - Antwort das hunnad un secs iêrich béessie. - Ich backe brod mit mehl, chmalts, salts un tsukka, debai noch ferment, un di nochbaschleit wolle all en proofie fon dem brod honn.
- Un dann wett noch salts debai gemischt! - Sód de dokta.
- Io! - Sód di bóos. - Brod ohne tsukka un ohne salts is wi en flaisch ohne chmalts: es chmekt net. ...Awa wi host du alles das gesihn?
- Ai dorrich dain eksóome. Ich honn gesihn das do tsu fill schmalts, tsukka un mehl in deinem kerwe sitst. Is alles tsu hoch. Un recomendire dich kreftich das du es schmalts, de tsukka un das mehl uf sait lost fa noch phóo meh ioa lewe.
- Ah so? - Sód das alt béessie. - Soll ich dan wercklich das chmalts, de tsukka un das mehl uf sait losse fa lenga lewe?
- Richtich so! - Sód de dokta.
- Chpassich! - Sóod das béessie. - Du bist chon de fênefte dokta wo mea das sêlwiche sód. Di annre fia wo mea das gesód honn, honn ich schon foa lange ioore gehollef beédiche.
(Ieda enlichkaite sin nua cointsidense).
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TRADUÇÃO:
Meias verdades
Com cento e seis anos
Assim como os anos correm cada vez se vê que as pessoas envelhecem mais.
É impressionante como as pessoas vivem a mais hoje em dia em comparação com antigamente. Quando eu era um garoto, diziam que com cinquenta anos se era velho. Quando uma pessoa falecia com mais de cinquenta anos a conversa entre as pessoas soava assim:
- Ora, ele já era tão velho! Ele morreu de velhice!
Então, a pessoa que estava ao seu lado respondia:
- Que Deus nos ajude chegarmos também tão longe!
Mas hoje em dia, já passamos dos cinquenta e sentimos que a vida ainda está no começo e que ainda poderemos viver mais cinquenta anos.
Tudo mudou. Através da medicina e da comida balanceada chegamos no ponto onde facilmente passamos dos oitenta anos. Então quando alguém morre com cinquenta anos, nós dizemos: "Ora, ele morreu tão jovem!"
E assim, com os tempos e através dos dias, a vida corre e trás sempre mais pessoas que passam dos oitenta anos de idade, cheias de saúde, cheias de entusiasmo e vida.
Um amigo meu um dia me disse que as pessoas que envelhecem com saúde são as que não têm medo de acompanhar a tecnologia e que não se angustiam em acompanhar as novidades.
E isto é uma verdade. As pessoas que lidam com computador, que tem seu celular e sabem tirar dele mais do que só telefonar, estão tão engajadas com a tecnologia a ponto de levarem a vida com mais qualidade e viverem mais.
E ainda, juntam-se a eles aqueles que passam de cem anos e não cuidam o que comem e de sua vida. Então, doutores se impressionam das velhinhas e velhinhos que chegam tão longe sem se preocuparem com o que fizeram ou o que comeram.
Para mostrar como isto acontece, tem a história daquela velhinha que se chamava Leonilla. Era uma senhora simpática e alegre, que já chegara aos cento e seis anos. Ela ainda estava com a mente em sã consciência e tinha uma família que estimava muito.
Leonilla, na realidade era um exemplo da mulher que construiu sua vida em torno da família, na comunidade e pelo orgulho da amizade de sua família.
E porque a família também se preocupava com a saúde da velhinha centenária, faziam com que ela fosse, assim como aconteceu já no ano anterior, se consultar com um médico e fazer um checkup.
Ela aceitou e foi ao médico, aliás bem mais jovem que ela, pudesse até ser seu neto pela idade. Ele então lhe prescreveu uma bateria de exames a fim de fazer um retrato de sua saúde.
Ela fez todos os exames, e quando estava tudo pronto, retornou ao médico e lhe mostrou estes exames. O doutor os examinou e após ver todos os resultados, disse:
- Talvez você esteja usando banha demais.
- Sim! - Respondeu ela. - Faço feijão, arroz, carne e batatas, tudo com banha.
- Talvez você também esteja usando açúcar demais.
- Sim! - Respondeu ela. - Faço doce de coco, doce de abóbora, doce de leite, doce de figo e salada de frutas, tudo com açúcar.
- Sabia que o açúcar e a banha fazem mal? - Perguntou o doutor.
- Certamente! - Disse ela.
O médico continuou falando:
- Também vi que você usa muita farinha de trigo. É verdade?
- Sim! - Respondeu a centenária. - Asso pão com farinha de trigo, b anha, sal e açúcar, junto ainda com fermento e os vizinhos todos querem uma provinha deste pão.
- Então ainda acrescenta sal! - Disse o doutor.
- Sim! - Disse a velhinha. - Pão sem açúcar e sem sal é como carne sem banha: não tem gosto. ...Mas, como você viu tudo isto?
- Através de seus exames. Eu vi que você tem muita banha, açúcar e farinha acumulado em seu corpo. Todos os índices estão muito altos. E recomendo com firmeza que você abandone a banha, o açúcar e a farinha para viver mais alguns anos.
- Ah é? - Disse a velhinha. - Devo então realmente deixar de lado a banha, a açúcar e a farinha de trigo para viver mais alguns anos?
- Certamente! - Disse o doutor.
- Engraçado! - Disse a velhinha. - Você já é o quinto médico que me diz a mesma coisa. Os outros quatro que me falaram isto, há muitos anos atrás participei de seu enterro.
(Qualquer semelhança é mera coincidência)
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