São Sebastião do Caí, Rio Grande do Sul, Brazil

sábado, 25 de julho de 2015

Reportagem de rádio alemã sobre o nosso Hunsrickisch

BRASILIENDie Hunsrücker aus dem Regenwald

Von Etienne Roeder
Para ouvir a reportagem, clique neste link e no link que abrir, clique na seta:
http://www.deutschlandradiokultur.de/brasilien-die-hunsruecker-aus-dem-regenwald.1001.de.html?dram%3Aarticle_id=326222
Ortsschild von Neu-Hamburg in Rio Grande do Sul: Spuren deutscher Auswanderer sind in Brasilien gelegentlich zu finden. (dpa / picture alliance / RiKa)
Provinz in Brasilien: Hier wird auch Deutsch gesprochen. (dpa / picture alliance / RiKa)
In der südlichsten Provinz Brasiliens leben noch heute Nachfahren deutscher Auswanderer aus dem 19. Jahrhundert. Ihre Muttersprache ist Hunsbucklisch - ein alter Dialekt aus dem Hunsrück. Wie das klingt? Hören Sie selbst.
Die Brasilianerin Sarita Brandt wurde in einem kleinen Dorf im südlichsten Bundesstaat Rio Grande do Sul geboren. Ihre Muttersprache aber ist Deutsch. Bei ihr zu Hause wurde der alte Dialekt ihrer Vorfahren gesprochen - Auswanderern aus dem Hunsrück. Die Sprache nennt sich Hunsbucklisch, sie ist ein Überbleibsel aus dem Beginn des 19. Jahrhunderts.
In Berlin trifft Sarita Brandt zufällig auf den Brasilianer Gerson Neumann, der die hunsbucklische Sprache erforscht. Gemeinsam begeben sie sich auf die Spuren ihrer Geschichte. Was sie sich zu erzählen hatten und wohin die Sprachreise sie noch führte? Unser Autor Etienne Roeder hat die beiden begleitet.
Manuskript zur Sendung als PDF-Dokument oder im barrierefreien Textformat

terça-feira, 3 de junho de 2014

Tese para tradução digital do Hunsrickisch




   Fuçando na net descubro um trabalho linguístico sobre tradução automática na Universidade de São Paulo USP, onde Marcelo Himoro e Maria Nunes se baseiam no meu jeito de escrever o alemão Hunsrickisch em relação ao português e dali tirarem o método de tradução. Sinto muito orgulho que, depois de mais de 20 anos fazendo colunas em alemão Hunsrickisch em jornais locais e em meu blog, finalmente o reconhecimento acadêmico pela minha luta solitária.

   Neste link, na íntegra o texto explicativo:
 
http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/download/NILC-TR-13-06.pdf




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Paródia em alemão Hunsrickisch do Piradinha



Paródia do Piradinha em alemão Hunsrickisch.
     Maurício Pflugseger

Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
gans amarelinie.
Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
fa di gans familie.

Es kann net sen
di tuhn net leie
komm ich in de chtall ren
Pickke se an main tseie.
Ich sen ima am fiile
in dem loch.
Fon lauda drin rom chteche
Is main finga ab gebroch.
Iets fittre ich millie,
sockke un dricke se tóoh un nacht
wenn se net leie
un dan werre se geschlacht.

Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
gans amarelinie.
Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
fa di gans familie.

Main hoof is foll
fon lauda glucke
un wenn ma dan en ói will
oiê dan kann ma suche.
Iets kóof' ich millie
un fittre noch so fill wi gesta.
Hait sen ich frii gang
un gucke in di nesta.
Komm ich in de chtall ren
un faschrecke was do is
di ganse hinkle hon de hinnre sich farres.

Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
gans amarelinie.
Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
fa di gans familie.

Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
gans amarelinie.
Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
fa di gans familie.

TRADUÇÃO:

Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
bem amarelinhos.
Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
para toda a família.

Não pode ser
elas não estão pondo (ovos).
Entro no galinheiro
elas picam meus dedos.
Estou sempre 
conferindo no buraco
de tanto remexer lá dentro
o meu dedo quebrou.
Agora eu as alimento com milho,
as tapeio e aperto dia e noite
Se elas não botarem (ovos)
serão todas carneadas.

Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
bem amarelinhos.
Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
para toda a família.

Meu pátio está cheio
de galinhas poedeiras
Mas se eu quero um ovo
Nossa, tenho que procurar.
Agora eu compro milho
e alimento (elas) tanto quanto ontem.
Hoje fui lá cedo
e as olhei sobre seus ninhos.
Entro no galinheiro
e me surpreendo com o que está ali:
todas as galinhas tem o traseiro rasgado.

Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
bem amarelinhos.
Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
para toda a família.
Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
bem amarelinhos.
Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
para toda a família.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Entrevista com Ozias Alves Jr, jornalista e apaixonado pelo Hunsrickisch

   
Jornalista Ozias Deodato Alves Jr


    Ainda bem que existem países no mundo que investem em línguas minoritárias, este bem precioso que muitos não valorizam, bancando edições e tiragem de livros sobre o assunto. Aqui no Brasil temos diversas línguas que são transmitidas de geração em geração, das quais sequer o governo tem conhecimento, muito menos interesse em preservar. Mas atitudes como esta, do jornalista Ozias Alves Jr. fazem a gente acreditar que ainda há uma chance de nossa língua não desaparecer. Veja  a entrevista:


    Aqui o belo e inteligente comentário feito pela professora Ligia Fleury:

O que acontece?                         
                                                                                                               Lígia Fleury
Nossa Educação é mesmo um mistério, para não dizer um insulto aos que nela acreditam, que dela fazem seu meio de vida, que nela colocam seus sonhos, que por meio dela realizam seus projetos de vida.
Estava pensando em todos os brasileiros que precisam estudar fora do Brasil para conhecer outra língua, aprimorar a cultura geral e vivenciar o que denominamos pluralismo cultural.
É infinitamente menor o número de alunos que procuram o Brasil para um intercâmbio do que o número de brasileiros que saem em busca de uma aprendizagem mais efetiva. Simplesmente porque no Brasil a Educação não tem espaço. Não há uma mobilização política que se preocupe em incentivar e aprimorar o nível de conhecimento da população. Ora, se sou de outro país e busco ampliar minha cultura, claro que optarei por algum lugar que me possibilite novos conhecimentos, novas redes sociais, novas aprendizagens. E o Brasil não sabe fazer Educação de qualidade. Essa é a realidade!
Prova disso é o que ocorreu recentemente, quando Ozías Alves Junior, editor do Jornal Biguaçu e São José em Foco, SC, lançou seu segundo livro no exterior. Ele é brasileiro, um estudioso linguístico que domina não só a estrutura do francês, tupi, alemão, inglês e quem sabe outras línguas, como conhece a história da colonização europeia no Brasil, assim como a origem de muitas cidades brasileiras, com sua herança cultural e as adaptações da população.
Ozías publicou dois livros no exterior; o primeiro, “ Parlons Nheengatu”, lançado em 2010, sobre o idioma tupi moderno hoje falado no Amazonas e o segundo, “Parlons Hunsrückisch”, um estudo sobre o dialeto alemão hunsrück, falado tanto na comarca de Biguaçu (SC) como também no norte do Rio Grande do Sul.
No Brasil, além de não haver interesse da própria escola em debater sobre a formação linguística e a questão cultural que a envolve, há a enorme dificuldade para o autor publicar seus conhecimentos, já que as editoras não subsidiam o trabalho. No exterior, as editoras costumam cobrir essas despesas, o que facilita a disseminação cultural.
Como fazer nossos alunos lerem se não há incentivo para os autores escreverem? Nossos autores precisam publicar no exterior seus trabalhos e continuam sem reconhecimento na própria língua materna? Até quando?
Essa é apenas uma das pontes que temos que atravessar para diminuir a  distância entre o Brasil e o mundo : a ponte da valorização cultural!  Ozías está tentando. Parabéns pelo seu sucesso no exterior e que ele seja apenas o começo do muito que precisa ser feito no nosso Brasil.