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Sou o tipo de pessoa incansável. Faço de tudo o tempo todo e gosto de construir resultados. Locutor, apresentador, colunista, escritor e defensor da língua alemã Hunsrickisch, apaixonado pela música alemã e pela culinária, tenho por hobby cozinhar, pintar quadros a óleo e tocar contrabaixo. Eletrotécnico de carreira, me aposentei nesta profissão, e agora, além de manter ainda minha oficina eletrônica trabalho como voiceover internacional em e-learnings e wbt. Amo tudo o que faço.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

BISSIE GELÔ - DI PÊCH - TRADUÇÃO

O Azar

É impressionante como tem pessoas que não têm sorte. Existem pessoas que tem muito azar e tudo na vida dá errado. Existem pessoas que não tem mais o que decidir na vida e acreditam de verdade que a vida iria terminar.
E assim aconteceu uma vez com o Arlindo. Era um homem simples da colônia, mas que se meteu em muitas dívidas. Arlindo estava no fim do seu crédito. Ele estava enlouquecendo.
Tinha perdido seu emprego, não encontrou outro emprego e estava cheio de dívidas. O banco não queria lhe emprestar mais dinheiro e os amigos, quando o viam, faziam de conta que não o estavam vendo, só para não precisar mais lhe emprestrar dinheiro.
Arlindo realmente estava decidido a se suicidar. Mas, no momento crítico, com o revólver na mão, ele pensou: "Eu deveria, pois, experimentar primeiro escrever a Deus! Quem sabe ele não me ajuda!
Assim aconteceu. Ele escreveu assim: "Deus, eu não estou bem. Não tenho mais dinheir, ninguém me empresta mais, minha esposa e meus dez filhos estão doentes e eu não sei como continuar. Se você quiser me ajudar, me mande mil reais, assim isto seria uma grande ajuda para mim."
Então ele fechou a carta e sobre o envelope escreveu: Para Deus. Endereço: Céu.
Quando a carta chegou no correio e o carteiro viu o endereço, não soube o que fazer com ela. Então ele a abriu, leu, e as tristes palavras o tocaram. Então ele mostrou a carta para os seus colegas e todos se propuseram a ajudar o homem.
Eles recolheram dinheiro de todos os lados entre os colegas, entre os clientes, entre os vizinhos, e no fim da semana tinham conseguido arrecadr novecentos reais.
Eles colocaram o dinheiro num envelope e enviaram para o remetente.
Arlindo, quando recebeu a carta, ficou fora de si com o presente. Contou o dinheiro, recontou e mais uma vez contou.
Depois de uma semana chegou nova carta para Deus no céu. Os carteiros logo abriram a carta e nela estava assim escrito.
- Querido Deus, muito obrigado pela ajuda. Mil obrigados, sinceramente! Sua remessa de dinheiro salvou a minha vida. Eu só gostaria de pedir o seguinte: na próxima vez em que quiser remeter dinheiro, por favor, remeta em cheque, porque na última vez os carteiros roubaram cem reais de mil.
(Qualquer semelhança é mera coincidência).

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