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Sou o tipo de pessoa incansável. Faço de tudo o tempo todo e gosto de construir resultados. Locutor, apresentador, colunista, escritor e defensor da língua alemã Hunsrickisch, apaixonado pela música alemã e pela culinária, tenho por hobby cozinhar, pintar quadros a óleo e tocar contrabaixo. Eletrotécnico de carreira, me aposentei nesta profissão, e agora, além de manter ainda minha oficina eletrônica trabalho como voiceover internacional em e-learnings e wbt. Amo tudo o que faço.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Entrevista com Ozias Alves Jr, jornalista e apaixonado pelo Hunsrickisch

   
Jornalista Ozias Deodato Alves Jr


    Ainda bem que existem países no mundo que investem em línguas minoritárias, este bem precioso que muitos não valorizam, bancando edições e tiragem de livros sobre o assunto. Aqui no Brasil temos diversas línguas que são transmitidas de geração em geração, das quais sequer o governo tem conhecimento, muito menos interesse em preservar. Mas atitudes como esta, do jornalista Ozias Alves Jr. fazem a gente acreditar que ainda há uma chance de nossa língua não desaparecer. Veja  a entrevista:


    Aqui o belo e inteligente comentário feito pela professora Ligia Fleury:

O que acontece?                         
                                                                                                               Lígia Fleury
Nossa Educação é mesmo um mistério, para não dizer um insulto aos que nela acreditam, que dela fazem seu meio de vida, que nela colocam seus sonhos, que por meio dela realizam seus projetos de vida.
Estava pensando em todos os brasileiros que precisam estudar fora do Brasil para conhecer outra língua, aprimorar a cultura geral e vivenciar o que denominamos pluralismo cultural.
É infinitamente menor o número de alunos que procuram o Brasil para um intercâmbio do que o número de brasileiros que saem em busca de uma aprendizagem mais efetiva. Simplesmente porque no Brasil a Educação não tem espaço. Não há uma mobilização política que se preocupe em incentivar e aprimorar o nível de conhecimento da população. Ora, se sou de outro país e busco ampliar minha cultura, claro que optarei por algum lugar que me possibilite novos conhecimentos, novas redes sociais, novas aprendizagens. E o Brasil não sabe fazer Educação de qualidade. Essa é a realidade!
Prova disso é o que ocorreu recentemente, quando Ozías Alves Junior, editor do Jornal Biguaçu e São José em Foco, SC, lançou seu segundo livro no exterior. Ele é brasileiro, um estudioso linguístico que domina não só a estrutura do francês, tupi, alemão, inglês e quem sabe outras línguas, como conhece a história da colonização europeia no Brasil, assim como a origem de muitas cidades brasileiras, com sua herança cultural e as adaptações da população.
Ozías publicou dois livros no exterior; o primeiro, “ Parlons Nheengatu”, lançado em 2010, sobre o idioma tupi moderno hoje falado no Amazonas e o segundo, “Parlons Hunsrückisch”, um estudo sobre o dialeto alemão hunsrück, falado tanto na comarca de Biguaçu (SC) como também no norte do Rio Grande do Sul.
No Brasil, além de não haver interesse da própria escola em debater sobre a formação linguística e a questão cultural que a envolve, há a enorme dificuldade para o autor publicar seus conhecimentos, já que as editoras não subsidiam o trabalho. No exterior, as editoras costumam cobrir essas despesas, o que facilita a disseminação cultural.
Como fazer nossos alunos lerem se não há incentivo para os autores escreverem? Nossos autores precisam publicar no exterior seus trabalhos e continuam sem reconhecimento na própria língua materna? Até quando?
Essa é apenas uma das pontes que temos que atravessar para diminuir a  distância entre o Brasil e o mundo : a ponte da valorização cultural!  Ozías está tentando. Parabéns pelo seu sucesso no exterior e que ele seja apenas o começo do muito que precisa ser feito no nosso Brasil.