Minha foto

Sou o tipo de pessoa incansável. Faço de tudo o tempo todo e gosto de construir resultados. Locutor, apresentador, colunista, escritor e defensor da língua alemã Hunsrickisch, apaixonado pela música alemã e pela culinária, tenho por hobby cozinhar, pintar quadros a óleo e tocar contrabaixo. Eletrotécnico de carreira, me aposentei nesta profissão, e agora, além de manter ainda minha oficina eletrônica trabalho como voiceover internacional em e-learnings e wbt. Amo tudo o que faço.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Paródia em alemão Hunsrickisch do Piradinha



Paródia do Piradinha em alemão Hunsrickisch.
     Maurício Pflugseger

Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
gans amarelinie.
Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
fa di gans familie.

Es kann net sen
di tuhn net leie
komm ich in de chtall ren
Pickke se an main tseie.
Ich sen ima am fiile
in dem loch.
Fon lauda drin rom chteche
Is main finga ab gebroch.
Iets fittre ich millie,
sockke un dricke se tóoh un nacht
wenn se net leie
un dan werre se geschlacht.

Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
gans amarelinie.
Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
fa di gans familie.

Main hoof is foll
fon lauda glucke
un wenn ma dan en ói will
oiê dan kann ma suche.
Iets kóof' ich millie
un fittre noch so fill wi gesta.
Hait sen ich frii gang
un gucke in di nesta.
Komm ich in de chtall ren
un faschrecke was do is
di ganse hinkle hon de hinnre sich farres.

Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
gans amarelinie.
Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
fa di gans familie.

Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
gans amarelinie.
Pi piri, piri, pi piri pibi komm ess millie
wall dan lêest du óia 
fa di gans familie.

TRADUÇÃO:

Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
bem amarelinhos.
Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
para toda a família.

Não pode ser
elas não estão pondo (ovos).
Entro no galinheiro
elas picam meus dedos.
Estou sempre 
conferindo no buraco
de tanto remexer lá dentro
o meu dedo quebrou.
Agora eu as alimento com milho,
as tapeio e aperto dia e noite
Se elas não botarem (ovos)
serão todas carneadas.

Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
bem amarelinhos.
Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
para toda a família.

Meu pátio está cheio
de galinhas poedeiras
Mas se eu quero um ovo
Nossa, tenho que procurar.
Agora eu compro milho
e alimento (elas) tanto quanto ontem.
Hoje fui lá cedo
e as olhei sobre seus ninhos.
Entro no galinheiro
e me surpreendo com o que está ali:
todas as galinhas tem o traseiro rasgado.

Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
bem amarelinhos.
Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
para toda a família.
Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
bem amarelinhos.
Pi piri, piri, pi piri galinha choca vem comer milho
porque então porás ovos
para toda a família.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Entrevista com Ozias Alves Jr, jornalista e apaixonado pelo Hunsrickisch

   
Jornalista Ozias Deodato Alves Jr


    Ainda bem que existem países no mundo que investem em línguas minoritárias, este bem precioso que muitos não valorizam, bancando edições e tiragem de livros sobre o assunto. Aqui no Brasil temos diversas línguas que são transmitidas de geração em geração, das quais sequer o governo tem conhecimento, muito menos interesse em preservar. Mas atitudes como esta, do jornalista Ozias Alves Jr. fazem a gente acreditar que ainda há uma chance de nossa língua não desaparecer. Veja  a entrevista:


    Aqui o belo e inteligente comentário feito pela professora Ligia Fleury:

O que acontece?                         
                                                                                                               Lígia Fleury
Nossa Educação é mesmo um mistério, para não dizer um insulto aos que nela acreditam, que dela fazem seu meio de vida, que nela colocam seus sonhos, que por meio dela realizam seus projetos de vida.
Estava pensando em todos os brasileiros que precisam estudar fora do Brasil para conhecer outra língua, aprimorar a cultura geral e vivenciar o que denominamos pluralismo cultural.
É infinitamente menor o número de alunos que procuram o Brasil para um intercâmbio do que o número de brasileiros que saem em busca de uma aprendizagem mais efetiva. Simplesmente porque no Brasil a Educação não tem espaço. Não há uma mobilização política que se preocupe em incentivar e aprimorar o nível de conhecimento da população. Ora, se sou de outro país e busco ampliar minha cultura, claro que optarei por algum lugar que me possibilite novos conhecimentos, novas redes sociais, novas aprendizagens. E o Brasil não sabe fazer Educação de qualidade. Essa é a realidade!
Prova disso é o que ocorreu recentemente, quando Ozías Alves Junior, editor do Jornal Biguaçu e São José em Foco, SC, lançou seu segundo livro no exterior. Ele é brasileiro, um estudioso linguístico que domina não só a estrutura do francês, tupi, alemão, inglês e quem sabe outras línguas, como conhece a história da colonização europeia no Brasil, assim como a origem de muitas cidades brasileiras, com sua herança cultural e as adaptações da população.
Ozías publicou dois livros no exterior; o primeiro, “ Parlons Nheengatu”, lançado em 2010, sobre o idioma tupi moderno hoje falado no Amazonas e o segundo, “Parlons Hunsrückisch”, um estudo sobre o dialeto alemão hunsrück, falado tanto na comarca de Biguaçu (SC) como também no norte do Rio Grande do Sul.
No Brasil, além de não haver interesse da própria escola em debater sobre a formação linguística e a questão cultural que a envolve, há a enorme dificuldade para o autor publicar seus conhecimentos, já que as editoras não subsidiam o trabalho. No exterior, as editoras costumam cobrir essas despesas, o que facilita a disseminação cultural.
Como fazer nossos alunos lerem se não há incentivo para os autores escreverem? Nossos autores precisam publicar no exterior seus trabalhos e continuam sem reconhecimento na própria língua materna? Até quando?
Essa é apenas uma das pontes que temos que atravessar para diminuir a  distância entre o Brasil e o mundo : a ponte da valorização cultural!  Ozías está tentando. Parabéns pelo seu sucesso no exterior e que ele seja apenas o começo do muito que precisa ser feito no nosso Brasil.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Historinha em alemão: Di Kníksiche - Os Pão-duros

Ouça esta história gravada aqui: Hea das graveadne chtek do hia:

DI KNÍKSICHE

In ieda pletsa un iwa alla tsaite hot es kníksiche lait gieb. Das is en ekstra rass, wo sain aichne welt grind. Wea di fon iaus sied, kan es glaich merke das di gans ánischta sin, un fa alles hon se ánischtare ausgangen als uns gewehnliche chterwa.
Ene kníksiche, fa sain áigendunge fawehre, kimt ima fadreht raus. Als, tsum baischpill, wen ea will etwas altes fakóofe, dan bringt ea so en geschpreech ab:
- Wéeste, di hand neh-maschin is me wi hunnad ioa alt un hot chon haufen wais tsait geneht. Si wód chon main ua wowo gewehs, un mit dieses machin hot si sain khenna sain tsaich geneht, sain med sain haus-chtaias lumpen geneht un de engelcha sain windelcha all gemacht.
Dan freht de kóofa:
- Ia, wass soll di machin dan koste?
- Wód mo bissie! - Seht de kníksiche. - Mea komme chon an de praiss. Awa de eascht will ich noch bissie iwa di machin chpreche...
Un so geht es geschpreech waita. De kníksiche fédemt alles ronna was sain wowo mit de neh-machin ab gebrun hot. De kóofa, chon halwa impacient muss alles heere, obwohl es em net so órich gefellt. Awa, das ganse geschicht fon de machin ronna wickle is en taktic fon em kníksiche fa se fill fawehre un so ene hohe praiss foa chlón. Noch debai, wall ea de kóofa unngedultig list, pakt ea es gescheft fiks tsu chlón, ohne fill gescheftle oda de praiss ronna iudde.
  De kníksiche, iwa em fumm in de hand riwle, tsiet tief oochtum un seht mit en chweia hets:
- Main muta! ...Si hot di machin fill benutst! Oie, wenn ma es ganse tsaich baisamma chaffe ted wo main muta mit denna geneht hot, kennt ma en geschefts haus uf mache.
- Sicha? Freht unnglaubich de kóofa. - Dan mus di machin awa fill ausgelaiat sin!
De kníksiche wód di frage am wóde fa saine letste bess giebe. Dan seera:
- Kanst di machin gans ausnanna mache, do is nics abgelaiat. Es is fon em beste material, daitsche material, si geht noch hunnad ioa.
Dan, wet es gescheft tsu geschlón, un di alt ausgelaiatne machin wet iwa faweat fakóoft. De kníksich hot sich fon en alt ding ab gelíwat un hot noch gut driwa fadient.
Di kníksiche bringe fon allem fertig. In Linie Bonit hot es ene gieb, de Paul, de wód ausasich kniksich. Ea wód de tip wo ima hat sain plen fertig fa etwas me fadine als nohre es sollt sin.
So, ene gute tóh is ea bai de dokta in Kappesbérich fa ene blohs problem consultire. Ea hat mechtich mohls nedich de tóh se urinire. Ea wód chrô blohs-loss.
Baim dokta, hot ea dan saine problem gesód, de dokta hot ea unasuucht, un wall ea kene problem am Paul raus gefun hot, horra ene urin exóme faschrib.
Main, wi chlimm sowas! Ene exóme kost ima gelt. Ea hat gement de dokta ted ihnem nohre phó pille mostra-gratis gewe un dan weat saine problem fasaimt. Awa, wall ea dan de exóme foa geschrib grid hat, is ea dan de exóme mache.
Das is am andere tóh passiad. De Paul is in de laboratório komm mit en grohs flasch foll pipi. Di lait hon ea so saitlich beôbacht un in em laboratório sód di laboratorist ea het net gebraucht so ene haufe material bringe. Ea sód do:
- Es is ene haufe material fa net braiche tswaifle fa de resultod giebe.
Noch ene tóh, de Paul hot de exóme gried un is direkt bai de dokta ea tsaiche. De dokta hot de resultód gekukt, do sóra:
- De exóme is gut ab gelóf. Do is kene problem tsum foa chain kom. So, gewe ich dea nore phó chtergungs pille mostra-gratis fa di blohs faschtergre. Das wet dich héele.
De kníksiche Paul is tsufride hémm. Ea hat net fa nics de urin exóme gemacht.
Wira hémm kom is, do rufta di Berta, sain fró, un sód:
- Fró, mea sin en glicklich familie. De urin exóme hut kene problem getsaicht. So sin ich, du, unsa khenna es pitche un es Lurdiche, di wowo ana un de hunt Rex gans gesunt, kene hot dreck in em urin. Es wód wunder maine plón di haufe urine misturire So hon mea en haufe exóme geschpód.

TRADUÇÃO:

OS PÃO-DUROS

Em todos os lugares e em todos os tempos existiram pão-duros. Isto é uma raça especial, que cria seu próprio mundo. Que os enxerga de fora, logo nota que são diferentes e para tudo tem saídas diferentes do que para nós simples mortais.
Um pão-duro, para valorizar suas coisas, sempre sai atravessado. Como por exemplo, quando ele quer vender algo, então ele trás uma conversa assim:
- Sabe, a máquina de costura de mão tem mais de cem anos e já costurou uma enormidade de roupas. Ela já pertencia a minha bisavó e com esta máquina ela costurou a roupa de seus filhos, os panos dos enxovais de suas filhas e fez todas as fraldas de seus netos.
Então o comprador pergunta:
- Então, quanto deve custar esta máquina?
- Espera um pouco! - Diz o pão-duro. - Já chegaremos no preço. Mas primeiro quero falar mais um pouco sobre a máquina...
E assim a conversa continua. O pão-duro desfia todas as coisas que sua avó fez com aquela máquina de costura. O comprador, já meio impaciente, precisa ouvir tudo, mesmo que isto não lhe agrade. Mas, toda a história desenrolada sobre a máquina é uma tática para o pão-duro a sobrevalorizar e assim propor um preço alto. Ainda junto, por ele deixar o comprador impaciente, consegue fechar rápido o negócio, sem muito negociar ou abaixar o preço.
O pão-duro, enquanto desmancha o fumo na mão, respira fundo e diz com o coração partido:
- Minha mãe! ...Ela usou muito esta máquina! Poxa, se a gente juntasse toda a roupa que minha mãe costurou nesta máquina, poder-se-ia abrir uma loja de roupas.
- Sério? - Pergunta o incrédulo comprador. - Mas então esta máquina deve estar bastante gasta!
O pão-duro estava esperando esta pergunta para dar sua última mordida. Então ele diz:
- Pode desmontar a máquina, não tem nada desgastado nela. É de material da melhor qualidade, material alemão, vai durar ainda cem anos.
Então o negócio é fechado e a velha e desgastada máquina é negociada e supervalorizada vendida. O pão-duro se livrou de uma velharia e ainda lucrou em cima.
Os pão-duros aprontam de tudo. Em Linha Bonita existiu um, de nome Paulo, que era por demais pão-duro. Ele era do tipo que sempre tinha sua imaginação pronta para faturar mais do que o valor real.
Então, um belo dia ele foi ao médico em Salvador do Sul para consultar um problema que ele tinha na bexiga. Ele tinha a necessidade frequente de urinar. Estava de bexiga solta. No médico, narrou seu problema, o médico o examinou, e por ele não constatar nenhum problema ao examinar o Paulo, prescreveu-lhe um exame de urina.
Nossa, isto era cruel! Um exame sempre custa dinheiro. Ele achou que o doutor iria lhe receitar alguns comprimidos de amostra-grátis e seu problema estaria resolvido. Mas, como ele recebeu o pedido do exame ele foi fazê-lo.
Isto aconteceu no dia seguinte. O Paulo entrou no laboratório com uma garrafa enorme, cheia de pipi. As pessoas olhavam meio de lado para ele e no laboratório a atendente lhe disse que não precisava ter trazido tanto material. Ele então disse:
- É uma quantidade grande de material para não precisar ficar na dúvida na hora de fazer o diagnóstico.
Mais um dia, o Paulo recebeu o exame e foi direto no médico mostrá-lo. O médico analisou o resultado, então disse:
- O resultado do exame saiu bem. Não apareceu nenhum problema. Assim vou te receitar alguns comprimidos fortificantes de amostra-grátis para fortificar tua bexiga. Isto vai te curar.
O pão-duro do Paulo foi satisfeito para casa. Ele não tinha feito à toa o exame de urina.
Quando chegou em casa, ele chamou a Berta sua esposa, e disse:
- Mulher, somos uma família feliz. O exame de urina não mostrou nenhum problema. Assim eu, tu, nossos filhos o Pedrinho e a Lurdinha, a vó Ana e o cachorro Rex estamos saudáveis, não tem nada na nossa urina. Foi uma boa ideia juntar todas estas urinas. Assim poupamos um monte de exames.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Entrevista Com o Jornalista Ozias D. Alves Jr. referente ao livro que escreveu sobre nossa língua Hunsrickisch

Entrevista a ser publicada na edição de sexta (05/07/2013) do jornal Biguaçu em Foco (www.jbfoco.com.br)

Editor do JBFoco lança seu 2º livro na França

Capa da obra “Parlons Hunsrückisch”. (Foto: Reprodução)


Elaine Stepanski


Nesta semana, a editora L´Harmattan, de Paris, França, lançou o segundo livro do editor do jornal Biguaçu em Foco (JBFoco), Ozias Alves Jr, 43. A obra intitula-se “Parlons Hunsrückisch”(Trad.: Vamos falar Hunsrückisch). Trata-se de um estudo sobre o dialeto alemão hunsrück, falado tanto na comarca de Biguaçu (SC) como também no norte do Rio Grande do Sul.
Ozias é autor também de “Parlons Nheengatu”, lançado em 2010, sobre o idioma tupi moderno hoje falado no Amazonas.
Nesta entrevista, o autor conta os detalhes da obra e faz suas reflexões.


JBFOCO- Como é que conseguiu publicar dois livros na França?

OZIAS- Em 2004, entrevistei o professor Carlos Amaral Freire, poliglota que estudou mais de 125 idiomas e que reside no Morro das Pedras, em Florianópolis.
Em 2005 ganhei o prêmio da melhor reportagem do ano pela Adjori-SC(Associação de Jornais do Interior de Santa Catarina).
Desde então, passei a frequentar a casa do professor Freire, cuja biblioteca é fantástica, única, fora de série.  
E lá conheci a coleção Parlons, que até então nunca havia ouvido falar.

JBFOCO- Que coleção é esta?

OZIAS- “Parlons” é uma coleção dirigida por um engenheiro aposentado chamado Michel Malherbe, interessado em idiomas e que inclusive viveu certo tempo aqui no Brasil, nos anos 1960 onde trabalhou em construção de pontes.
Essa coleção foi lançada nos anos 1990. Se não me engano, o primeiro volume foi o “Parlons” de húngaro, escrito pelo próprio sr. Malherbe.
E desde então, a coleção cresceu. Hoje já foram publicados mais de 400 volumes sobre idiomas e dialetos do mundo inteiro.


JBFOCO- Como são esses livros?

OZIAS-  É uma coleção única. Não conheço nada similar nem aqui no Brasil como também entre as publicações em outros idiomas.
Os livros são divididos em cinco partes, que são: 1) a história do povo que fala o idioma, 2) descrição gramatical da língua, 3) conversação com breves lições iniciais do idioma e frases úteis, 4) cultura, isto é, o capítulo sobre literatura, música, folclore, dança, religião e outros aspectos e 5) léxico francês-língua e vice versa.
No catálogo dos livros “Parlons”, há centenas de idiomas da África, Ásia, Oceania, América do Sul. O foco principal é os dialetos, as línguas tribais desconhecidas.
Qual o objetivo da coleção? Mostrar aos leitores o mundo dos idiomas e suas curiosidades.

JBFOCO- Como conseguiu publicar para essa coleção?

OZIAS- Certa vez peguei emprestado, da biblioteca do prof. Freire, os “Parlons Lapon”, sobre o idioma de um obscuro povo do norte da Finlândia conhecido como “Lapon” (“Lapão” em português), como se não bastasse ser a Finlândia um país do extremo norte da Europa.
Li e gostei muito. Comentei com o prof. Freire que no Brasil há idiomas minoritários interessantíssimos que poderiam virar volumes de “Parlons”. “Que pena que não tem nessa coleção”, comentei na ocasião.
Ele me disse: “Contate com o editor dessa coleção e sugira um Parlons sobre o dialeto Hunsrückisch”.
Na época, estava pesquisando esse dialeto falado aqui em Biguaçu.
Eu questionei: “será que vão aceitar publicar um livro de um obscuro brasileiro?”
Prof. Freire disse: “Tente. Não custa tentar.”
“Mas como é que vou escrever em francês? Eu nunca fui à França. Meu francês está enferrujado”, hesitei.
“Eu tenho certeza absoluta que você vai conseguir”, disse prof. Freire.
Essas palavras me encorajaram e consegui encontrar o e-mail do editor Michel Malherbe. Ele aceitou na hora, para minha surpresa.
E assim começou o trabalho.

JBFOCO- Quando é que aconteceu isso?

OZIAS- Era 2008 ou 2009, não me recordo bem. Comecei a escrever o “Parlons Hunsrückisch”.

JBFOCO- Mas seu primeiro livro não foi o “Parlons Nheengatu”

OZIAS- Sim, é verdade. Comecei a escrever o “Parlons Hunsrückisch”.
Mas certo dia enviei ao editor Malherbe alguns artigos meus, publicados no JBFoco ao longo do tempo. Entre os artigos, estava um sobre os antigos índios tupi de São Paulo e o canibalismo. Este foi o artigo que certa vez acabou sendo transformado numa exposição no Museu Etnográfico Casa dos Açores, no balneário de São Miguel, aqui no município de Biguaçu.
Sr. Malherbe, que sabe português por causa da época em que ele viveu no Brasil, adorou o artigo e perguntou se não poderia produzir um “Parlons Tupi”.
Foi assim que parei momentaneamente a redação do volume sobre o dialeto alemão para concentrar-me no livro sobre o tupi.
À medida em que fui redigindo os capítulos, eu enviava por e-mail ao sr. Malherbe e eis que um dia ele me questionou: “Mas o tupi é uma língua morta?”
Sim, respondi a ele. “Ah, mas a coleção Parlons só trata de idiomas vivos, ainda hoje falados”, observou ele.


JBFOCO- E aí?

OZIAS- E aí só sei que botei a mão na cabeça. Ai, minha Nossa Senhora. E agora?
Estava trabalhando à noite que nem um maluco, agarrado a um grosso dicionário e a um livro de conjugação de verbos, e o projeto de lançar um livro na França estava a um fio de ser cancelado por causa desse “pequeno” detalhe: o tupi é uma língua morta.
Mas foi o próprio editor Malherbe quem deu a solução. Ele observou que num dos capítulos relatei a história de Pedro Luiz Simpson (1840-1894),  que lutou na Guerra do Paraguai (1865-1870) e publicou “Gramática de Língua Brasília” (1876).
Simpson, que era natural de Manaus, Amazonas, um personagem da cultura brasileira que o Brasil não conhece, publicou uma gramática do tupi amazônico, conhecido também como “nheengatu” e que o autor em questão chama de “brasílica”, isto é, a língua genuinamente “brasileira”.
Sr. Malherbe disse: “Fale sobre o nheengatu”. Então, troquei o título de “Parlons Tupi” para “Parlons Nheengatu”.
E o livro final ficou assim: 90% de tupi e 10% de nheengatu. Se compararmos a um bolo nega maluca, ficaria uns 90% de coco e 10% de massa (risos!)

JBFOCO- O tupi e o nheengatu são a mesma língua?

OZIAS- Boa pergunta. O tupi, aquele dos tempos do Padre Anchieta, foi falado em São Paulo e Rio de Janeiro até o início do século XIX. O nheengatu, hoje falado por umas três mil pessoas no norte do Amazonas, é a versão moderna do tupi, uma evolução dessa língua.

JBFOCO- E o hunsrückisch?

OZIAS- O livro “Parlons nheengatu” foi lançado em outubro de 2010. Passei a redigir o “Parlons hunsrückisch”, mas uma série de imprevistos fez com que a redação desse livro demorasse três anos. Só vim a concluí-lo em abril deste ano (2013).

JBFOCO- E o que aborda neste livro?

OZIAS- É um livro sobre a história do dialeto alemão mais falado no Brasil. Pela primeira vez em quase 200 anos de presença dessa língua na região da Grande Florianópolis, publiquei uma gramática desse idioma tal como é falado aqui. Até então, não havia uma só publicação sobre o assunto. Nem mesmo o falecido historiador Raulino Reitz (1919-1990), autor de “Alto Biguaçu” (1988), um “tijolo” de mais de 500 páginas sobre a história da colonização do vale do rio Biguaçu”, publicou uma frase sequer dessa língua. Neste livro até receitas de bolo foram publicadas, como também um breve capítulo sobre discos voadores, mas nada sobre o idioma. Em 10 anos de pesquisa, não encontrei uma só carta manuscrita nessa língua. Parti literalmente da estaca zero.
E o engraçado dessa história toda é que tive de buscar uma editora francesa para publicar o primeiro livro sobre o dialeto alemão da Grande Florianópolis nunca antes registrado. Sequer há uma dissertação de mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) há sobre o hunsrückisch falado em Biguaçu, Antônio Carlos e São Pedro de Alcântara. Se existir, deve estar bem escondido, pois vasculhei tudo. Realmente não encontrei.

JBFOCO- Mas você não pretende publicar esse livro em português?

OZIAS- Eis a questão. Escrevi o livro diretamente em francês. Não fiz uma cópia em português para depois traduzi-lo para o francês. O motivo é muito simples: se eu fizesse isso, seria mais outro livro em português não publicado guardado na gaveta à espera de que, um dia, quem sabe, vai ser publicado.
Tenho alguns trabalhos que simplesmente não foram publicados. Publicar livros aqui no Brasil é muito problemático.

JBFOCO- Por que problemático?

OZIAS- É muito simples. Na França, por exemplo, o caminho é o seguinte: o cidadão escreve seu livro, manda-o para a editora e, se esta aceitar, é ela quem banca a publicação da obra e, inclusive, paga direitos autorais.
Aqui no Brasil, não. É o autor quem tem de pagar tudo. Ele paga pela revisão, diagramação, impressão e agora também pela divulgação de seu livro nas livrarias.
Quer dizer, em palavras simples, seria o mesmo que um funcionário da empresa, ao invés de receber salário pelo serviço que prestou, fosse obrigado, ao fim do mês, de pagar para a empresa por estar trabalhando nela.

JBFOCO- Mas por que isso acontece no Brasil?

OZIAS- É o preço histórico da falta de investimento na educação. Na França, a educação é em hora integral. Os alunos entram às 7h e só saem da escola por volta das 17h. Passam o dia inteiro estudando, fazendo deveres, participando de oficinas de música, arte, passeios, atividades extracurriculares, educação física etc.
Aqui no Brasil, as aulas vão das 7h até 15 para meio dia. Eu pergunto: como é que vai haver tempo para ensinar português, matemática e outras inúmeras matérias em tempo tão exíguo?
Português, por exemplo, é uma disciplina que tem de ser dada todo santo dia. Leitura e interpretação de textos têm de ser atividades diárias.
Como o tempo na escola é pouco, o resultado está aí: 75% da população adulta brasileira é considerada “analfabeta funcional”.
Que significa isso? É gente que aprendeu a ler a escrever, mas simplesmente não consegue entender direito que acabou de ler. O “Analfabetismo Funcional” tem vários níveis, porém o mais comum é o cidadão não entender uma simples carta.
Por que isso acontece? Por falhas nas escolas primária e secundária. Não tiveram aulas suficientes de português com doses “cavalares” de exercícios de leitura e interpretação de textos.
É por essas e outras que se entende como uma comarca de Biguaçu, com mais de 80 mil habitantes, não tenha uma livraria sequer, nem mesmo um simples sebo.

JBFOCO- Nenhuma livraria?

OZIAS- Sim, nenhuma livraria. Só existe um parâmetro para se mensurar a qualidade da educação num país e só este é válido,  pois essa insistência do governo de divulgar que 90 e poucos por cento das crianças e jovens matriculados nas escolas, como se a simples matrícula fosse o suficiente para mudar o quadro deprimente da educação no país.
O parâmetro a que me refiro é o das escolas instaladas na região formarem estudantes bem “formados”, ou seja, que no mínimo aprendam a ler e a escrever num nível de alguma excelência digna do nome.
Ora, se gerações de estudantes são formadas literamente “nas coxas”, como se diz na gíria, sem treinamento suficiente de leitura e interpretação de textos, como, depois de adultos, vão tornar-se leitores de livros? Como “analfabetos funcionais” terão condições de ler livros? Como pode desenvolver-se plenamente o mercado de livros com 75% da população adulta considerada “analfabeta funcional”?
É por isso que sou o “Refugiado Linguístico” (risos).

JBFOCO- Refugiado Linguístico?

OZIAS- Não existe o “Refugiado da Seca”? Não existe o “Refugiado Político”. Eu sou um terceiro tipo- o “Refugiado Linguístico”, que é aquele que tem de mudar de idioma para poder ser publicado.
Como não tenho como publicar na minha língua materna, o português, num país que tem a vergonhosa realidade de 75% da população como “Analfabeta Funcional”, o retrato mais que explícito de como a educação tem sido tratada neste país, tive de dar um jeito, no caso, mudar de idioma, para me tornar escritor.

JBFOCO- Vai publicar outro livro?

OZIAS-  Já estou terminando de redigir o “Parlons Talian”, sobre o dialeto italiano vêneto falado ainda hoje em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Por falar em Rio Grande do Sul, em cujo interior visitei em 2010 para coletar informações para o “Parlons Hunsrückisch”, ocasião em que conheci pessoas maravilhosas como Silvesto Schuck, Solange Johann, Mabel Dewes, coordenadoras da Equipe Hunsrik, uma entidade que visa resgatar o “dialeto” alemão nativo na cidade de Santa Maria do Herval, também reuni algum material sobre os falantes do “talian”, como é chamado o italiano “Made in Brazil”.
Também publiquei uma biografia de nosso Leonídio Zimmermann, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Biguaçu (Sintrarubi), que escreve crônicas em hunsrückisch no jornal Biguaçu em Foco. É gente nossa que merece toda a divulgação.
Falei de um escritor gaúcho chamado Pio Rambo, que muito tem contribuído para a divulgação da ideia de se preservar este idioma.
Como posso definir meus livros? São histórias de um Brasil que o Brasil não conhece. São também histórias de línguas que são tão brasileiras quanto é o português. São um olhar diferente para um Brasil que deveria olhar mesmo para si para conhecer sua riqueza desprezada e esquecida.
Conheci uma senhora extraordinária em todos os sentidos. Ela se chama Ursula Wiesemann, uma linguista alemã otagenária, que trabalhou décadas no Brasil e foi quem resgatou o idioma indígena Kaingang. Em 2006, ela estava envolvida no projeto do resgate do hunsrückisch, na cidade de Santa Maria do Herval.
Pois é! Na nossa televisão, dá-se importância a jogadores de futebol e atrizes de novelas imbecis (o adjetivo serve tanto para as atrizes como para as novelas).
O Globo Repórter, quando não passa programa sobre dietas, aborda bichos. Nada contra os bichos, mas não apresentam ao público as histórias do Brasil dos intelectuais de primeira linha como o citado professor Carlos Amaral Freire ou da cidade linguista Ursula Wiesemann.
Pelo menos, no meu livro “Parlons Hunsrückisch”, eu lhes faço justiça para a memória. É verdade que é em francês, mas fazer o quê! Tenho culpa do Brasil nunca ter se esforçado em oferecer educação de qualidade?!

 








Como adquirir os livros “Parlons Nheengatu” e “Parlons Hunsrückisch”







http://www.editions-harmattan.fr/index.asp?navig=catalogue&obj=livre&no=32372&razSqlClone=1


www.harmattan.fr

terça-feira, 28 de maio de 2013

Bissie Gelô: De Geschefts Mann

Ouça esta história gravada aqui: Hea das graveadnes geschicht do hia:

De Geschefts Mann

Dillo, wóod ene geschefts mann wi es wênich foa iore dorom geb hot. Ea hat en geschefts haus foll mit de grosse naichkhéde fon de modernited, als televisonne, radio aparóote wo mit pillie geschaft hon un so waita. Awa wall das geschefts haus in a klen chtat wóod als so wi unsa Caí, musst ea so dann un wann in di colonii fóore fa sain gescheft fa chtérkre. Dann hot ea so en aparóot televisom mit genómm un hot es in en haus ufgeschtellt fa di lait sihn wi schehn es weat so en aparóot de hémm honn.
Unn das wóod enes fon de letste, en televisom mit chpóorsamme válvulas, wo net so fill kraft gefress hot als di elltre modele wo do romm geschaft honn.
De mann fon dem haus wóod net dehémm. Ea wóod in de ross, wóod nohre di fróo de hémm. Un si wóod net so óorich fa das aparóot ufschtelle losse. Do sóod si:
- Dillo, maine mann is ene fon de alt modische. Ea hallt niks uf di modernited, hautsechlich so was wi en televisom.
- Nê! Ich losse di televisom do drai woche ufgeschtellt bai aich. Dea kennt si benutse un sihn ob dea si wollt bahalle oda net. Wenn net, kosst es aich gónics.
So is es passiat. Obwohl di fróo net wollt das aparóot ufgeschtellt honn, hot de Dillo es dott geloss.
Wi ea am auto am ennschtaie wóod is di fróo nôo geschprung komm un hot gesóod:
- Dillo, maine mann gibt net tsufriede sihn di televisom do hia bai uns dehémm ufgeschtellt sihn. Némm si, bitte mit, holl si wech, un nemm si mit.
- Dummhéede! - Sóod de Dillo. - Wenn daine mann di schehne bilda se sihn  grid wo das paróot chpiichellt, wet ea sicha anischta denke.
Am annre tóoch, hot foa dem Dillo sai gescheft ene traktor chtell gehall, do chaid ene mann ronna, mit en witsie unna dem érwell un geht ins gescheftshaus renn. Do sóora:
- Dillo, du hast recht! Ich honn di chehne bilda in de televisom gesihn, un do, was si sóore hot mich anischta denke gemach. Di sóore ma sollt alles betsóole in em sêlwiche nikkel. So, honn ich dea das witsie do gebrun fa du es drai woche bahalle, un wenn es dea dihnt, fakóofe ich es dea, gródso wi du es mache willst mit dain televisom.
Ea hot es witsie dott geloss un is fott.
Noh en woch, is de Dillo in di colonii gefóo, di televisom tsurrick holle, un hot dem mann es witsie tsurrick geb.
Awa wi, de eksperients wóod net um sonnst: fill nochbere fom Dillo honn televisonne ab kóoft. Es hot raus geschbrunn en witsie in em góode en woch bahalle.
En tsait demnô, hot de Dillo en modell charrke chtóobt aspiratoa óngefang se fakóofe. Nommo es sêlwiche: Ea is in di colonii gerréest fa sain geschefta faschtérrkre. Un in de faschiedene haissa hot ea dann chtill gehall fa sai aparóot se tsaiche.
Foa en massiif haus, is ea do ausgeschtii mit ene fon saine possante aspiradoa, sicha das ea an so en fain un chehn haus das ding fakóofe ted. Bai sich, hat ea dann millie, rais un bohne khénna un hot si faschtraut im mitte dem mói tsimma. Noch debai, fill chtóob un sand. Do sóora:
- Madam, wenn de aspiradoa net alles wech nemmt uf dem têppich, was iwrich blait, esse ich. Tuhn ich sicha alles wech esse!
Di fróo hot óngefang se lache un is wech gang. 
Do hot de Dillo gefrood:
- Nach madamm, wo geht si hinn?
Si antwort:
- He, he, ich gehn ele leffel holle fa dich un ene besem holle fa mich. Tsait gesta honn mea khéen elektrisch licht dehémm. Dann wétt sicha daine aspiradoa net schaffe, du musst alles esse. 

TRADUÇÂO:
O negociante

Dillo era um negociante como poucos haviam antigamente. Ele tinha uma loja cheia de novidades e modernidades, diferente das outras, como televisores, rádios e aparelhos que funcionavam com pilhas e assim por diante. Mas, como o seu negócio se situava em uma cidade pequena como o Caí, ele tinha que ir até o interior para incrementar suas vendas. Então ele levava uma tv com ele e ia até uma casa no interior, instalava, e assim podia fazer um teste para ver se as pessoas gostavam e por fim adquiriam seu aparelho.
E este era um dos mais modernos, um televisor com válvulas econômicas, que não gastavam tanta energia quanto aos modelos que andavam funcionando por aí.
O dono da casa não se encontrava. Ele estava na roça, só a esposa dele se encontrava. E ela não estava afim de deixar instalar o aparelho. Então ela disse:
- Dillo, meu marido é um dos antiquados. Ele não fica atraído pelas modernidades, principalmente algo como uma televisão.
- Não! Eu deixo a televisão com vocês instalada por três semanas. Vocês podem usá-la e ver se querem ficar com ela ou não. Se não ficarem, não vai ter nenhum custo.
Assim aconteceu. Mesmo que a mulher não quis que o aparelho fosse instalado, o Dillo o deixou lá.
Quando ele estava embarcando no carro, a mulher veio correndo até ele e disse:
- Dillo, meu marido não vai ficar satisfeito em ver esta televisão instalada lá em casa. Por favor, desinstale-a e leve-a embora.
- Bobagem! - Disse o Dillo. - Quando seu marido enxergar as belas imagens que este aparelho mostra, com certeza irá pensar diferente.
No outro dia, parou na frente da loja do Dillo um trator, onde desceu um homem com um porquinho no colo, e entrou loja a dentro. Então disse:
- Dillo, você tinha razão! Eu vi as belas fotos na televisão e aí, o que disseram me fez mudar de ideia. Eles disseram que a gente sempre deve pagar as contas, retribuindo com a mesma moeda. Assim, eu te trouxe este porquinho para deixar três semanas contigo, e se te servir, te vendo ele, do mesmo jeito que quer me vender o televisor.
Ele deixou o porquinho lá e foi embora.
Depois de uma semana, o Dillo foi para a colônia para pegar a tv de volta e devolver o porquinho para o  seu dono.
Mas, a experiência não foi de graça: muitos vizinhos do Dillo compraram televisores. Valeu a pena ficar com um porquinho por uma semana.
Algum tempo depois, o Dillo recebeu um tipo de aspirador de pó mais potente para vender. De novo a mesma coisa: Ele foi até o interior para incrementar suas vendas. E em algumas casas ele então parava para demonstrar seu aparelho.
De fronte a uma casa de alvenaria, ele desembarcou com um dos seus possantes aspiradores, com a certeza de que venderia seu produto numa casa tão chique. Trazia consigo milho, arroz e grãos de ferro, os quais espalhava no meio da sala. Ainda junto, muito pó e arreia. Então disse:
- Madame, se o aspirador não sugar tudo do tapete, o que sobrar, eu como. Com certeza comerei tudo!
A mulher começou a rir e foi saindo.
Dillo então perguntou:
- Ué, madame, onde a senhora vai?
Ela respondeu:
- He, he, vou pegar uma colher para você e uma vassoura para mim. Desde ontem estamos sem energia elétrica em casa. Com certeza eque comor não irá funcionar, vai ter que comer tudo.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Conversas diárias em variadas situações, em Hunsrickisch


                                


PRIMEIRA LIÇÃO: Na cafeteria
-Garçom! O chá está frio!
-Como está o chá?
-Está frio!
-Oh, desculpe!
-Garçom, agora o chá está bom; mas a xícara...
-Pois não, a xícara?
-Ela é pequena demais!
EXERCÍCIO: -Como é a xícara? -Ela é pequena. -Como está o chá? -Está frio demais. -Peter é pequeno(baixo), mas Klaus é grande(alto).

EASCHT LEKSION: In de kaffirai
- Bedina! de thee is kald!
- Wi is de thee?
- De is kald!
- Oh, entschuldich mea!
- Bedina, iets is de thee gut; awa di tass...
- No iach dann, di tass?
- Di is tsu kléen!
AUFGABE: - Wi is di tass? - Di is  kléen. - Wi is de thee? - De is tsu kald. - Peter is kléen (niida), awa Klaus is grohs (hoch).

*****************




SEGUNDA LIÇÃO: O restaurante
-Estou muito cansado(a), e estou com fome.
-Aí está o restaurante.
-Ele é bonito, não é (verdade)?
-Sim, mas...
-Você também está com fome?
-Sim, mas...
-Você não está cansado(a)?
-Sim, mas o restaurante é muito caro.
-Veja aí um bar; ele também é bonito, não é?
EXERCÍCIO: -O restaurante é muito caro. -Você está cansado(a)? -Veja aí uma cafeteria. -Estou com fome. -Você também está com fome?

TSWETT LEKSION: de restaurant.
- Ich senn miid, un honn hunga.
- Hia is de restaurant.
- De is schehn, is a net (is es net woa)?
- Io, awa...
- Bist du óoh mit hunga?
- Io, awa...
- Bist du net miid?
- Io, awa de restaurant is tsu taia.
- Guck mohl do ene bolisch; de is óoh schehn, net?
AUFGABE: - De restaurant is tsu taia. - Bist du miid? Guck mohl do en kaffirai. - Ich honn hunga. - Host du óoh hunga?

******************




TERCEIRA LIÇÃO: No parque
-Desculpe! Será que este lugar ainda está desocupado?
-Creio que sim.
-Obrigado! Que sol maravilhoso, não é? O ar também está tão bom! O senhor vem muitas vezes aqui? Por que o senhor não responde? Fala alemão?
-Não, eu sou francês. Falo somente um pouco de alemão.
-Que pena!
EXERCÍCIO: -Este lugar não está desocupado. -Falo um pouco de alemão. -O senhor é francês? -Por que o chá está frio? -O sol é maravilhoso.


TRITT LEKSION: Im park
- Entschuldich mea! Filaicht is das plats noch unnbesetst?
- Ich menne doch.
- Dankeschehn! Was en ferháftniss sunn, net? Di luft is óoh so gut! Kimmst du fill mohls hia hinn? Weche was antwortst du net? Chprechst du daitsch?
- Nêe! Ich sinn ene francesa. Chpreche nohre bissie daitsch.
- Wi schóod!
AUFGABE: - das plats is net unnbesetst. - Ich chpreche en bissie daitsch. - Bist du ene francesa? - Weche was is de thee kald: - Di sunn is ferháftniss. 

*******************




QUARTA LIÇÃO: Como vai?
-Bom dia, Wolfgang!
-Alô, Ana. Como vai?
-Bem, obrigada.
-Você vem comigo à cafeteria?
-Sim, com prazer. Estou com sede.
-O que vai beber?
-Vou tomar uma limonada. E você?
-Vou tomar uma cerveja.
Ana (ela) toma uma limonada, e Wolfgang (ele) toma uma cerveja.
-Boa noite, senhora Herder!
-Boa noite,, senhor Schmitt!
-Esta é a senhorita Wagner.
-Muito prazer! A senhora tomaria um copo de vinho comigo?
EXERCÍCIO: -Bom dia! Como vai? -Estou com sede. -Você toma uma cerveja? -Não, obrigado! Vou beber uma limonada. -Você vem comigo à cafeteria? -O que você vai tomar?

FIASCHT LEKSION: Wi gehst du?
- Gumoie, Wolfgang!
- Hop, Ana. Wi gehst du?
- Gut, danke!
- Kimmst du mit mea tsu de kafferai?
- Io, lieblich. Ich hon doscht.
- Was gehst du drinke?
- Ich gehn tsitrone wassa drinke. Un du?
- Ich gehn en bia drinke.
Ana (si) drinkt en tsitrone wassa, un Wolfgang (de) drinkt en bia.
- Gunowend, fró Herder!
- Gunowend, herr Schmitt!
- Diises is es medche Wagner.
- Gut dich khenne! Ted si en glóos wain mit mea drinke?
AUFGABE: - Gumoie! Wi gehs du? - Ich hon doscht. - Drinkst du en bia? - Neh, danke! Ich gehn en tsitrone wassa drinke. - Kimmst du mit mea tsu de kafferai? - Was gehst du drinke?

*********************




QUINTA LIÇÃO: No telefone
-Bom dia! Aqui (fala) Peter Schmitt. Gostaria de falar com a srta. Wagner, por favor.
-Desculpe! Quem é o senhor?
-Meu nome é Peter Schmmitt.
-Um instante, por favor. Minha filha já vem.
-Alô, Peter! Onde você está?
-Ainda estou no escritório, mas já vou indo para casa. Vamos hoje à noite ao cinema?
-Não, prefiro ir amanhã; hoje à noite gostaria de assistir televisão.
-Bem! Até amanhã, então!
-Eu sou, tu és, ele/ela/ele(neutro) é, o senhor(forma de cortesia)
EXERCÍCIO: -Quem é você? -Sou Ana Müller. -Schmitt vai para casa. -Srta. Wagner ainda está no escritório. -Você vai ao restaurante hoje à noite? -O senhor Herder e senhora estão muito cansados. -Você vem comigo ao cinema?

FENNEFT LEKSION: Am Telefon
- Gumoie! Hia (chpricht) Peter Schmitt. Ich mecht mit dem medche Wagner chpreche, bitte.
- Entschuldich mea! Wea bist du?
- Maine nóome is Peter Schmitt.
- Ene moment, bitte. Mai dochta kimmt schon.
- Hop, Peter! Wo bist du?
- Ich senn ima noch im dem schraiwerai, awa gehn schon tsu haus. Wolle mea hait owend tsu dem cinema gehn?
- Neh, ich mechte liiwa moie gehn; hait owend mechte ich televisom gucke.
- Gut! bis moie dann!
- Ich senn, tu bist, de/si/ea (neutral) is, si (cortesii form) is.
AUFGABE: - Wea bist du? - Sin Ana Müller. - Schmitt geh tsu haus. - Es medche Wagner is ima noch in de schraiwerai. - Gehst du tsum restaurant hait owend? - Herr un fróo Herder sin mechtich miid. - Kimmst du mit mea tsu dem cinema?

**********************




SEXTA LIÇÃO: Sempre a mesma coisa...
-Venha depressa! O trem sairá dentro de dez minutos.
-Você tem os bilhetes?
-Tenho o meu bilhete, mas não o teu.
-Será que você tem o meu bilhete e não o seu?
-Bem, de acordo, tenho um só bilhete. Quem está com o outro?
-Eu não o tenho. Você deve ter dois bilhetes.
-Meu Deus, é sempre a mesma cena. Vou viajar sozinho!
-Espere! Meu bilhete está aqui -no bolso do meu casaco!
-Enfim...! Temos apenas dois minutos (de tempo).
-Eu tenho, tu tens, ele/ela/ele(neutro) tem, nós temos, o(a) senhor(a) tem.
EXERCÍCIO: -Quem tem os bilhetes? -Enfim você chega! -Já espero há dez minutos. -Meu casaco tem dois bolsos. -Você tem apenas um minuto (de tempo). -Este é meu copo.


SEKST LEKSION: Ima es selwich dings...
- Kommo hea fics! De aisenwóhn geht fort in tsen minuten.
- Host du di tsettle?
- Ich hon maine tsettel, awa net daine.
- Mechst du filaicht maine tsettel hon un net daine?
- Gut, im thack, ich hon nohre ene tsettel. Wea hot de annre?
- Ich hon ea net. Du must tswói tsettle hon.
- Main Gott, es is ima es sêlwiche bild. Ich gehn aléhn tsu rées!
- Woód mohl! Maine tsettel is hia - im seckkel fon maine iackke!
- Tsu énn...! Mea hon nohre meh tswói minuten (tsait).
- Ich hon, du hosst, de/si/ea (neutral) hot, mea hon, ea/si hon.
AUFGABE: - Wea hot di tsettle? - Endlich kommst du! - Ich wóode schon tsen minute. - Maine iacke hot tswói seckkle. - Du hosst nohre en minut (tsait). - Das is main glóos.

***********************




OITAVA LIÇÃO: Uma festa
Há muita gente hoje à noite na casa dos Fischer. Os Fischer estão dando uma festa. Bebe-se, se dança e se ri bastante. Todos se divertem bastante. Todos? Quem é essa senhora aí? Ela está completamente sozinha. Gostaria de saber quem é (ela).
-Ana, quem é a senhora loura ali?
-Não sei. Não a conheço. Mas acredito que ela deva ser uma amiga da sra. Fischer.
-Bem! Vou perguntar-lhe...
(segue mais adiante)


ACHT LEKSION: En fest
Sin fill lait hait owend am Fischa's haus. Di Fischa sin en fest am gewe. Wet getrunkt, wet getanst un wet fill gelacht. All sin se sich mechtich am divertire. All? Wea is do fróo do? Si is gants alléen. Ich mechte wisse wea (si) is.
- Ana, wea is di blondin fróo dott?
- Wées net. Kenne si net. Awa glóowe si is en fróindin des Fischa's fróo.
- Gut! Gehn si froue...
(geht meh unne waita)

***********************




NONA LIÇÃO: Uma festa
-Boa noite! A senhora não gosta de dançar?
-Sim, (gosto) muito. Mas não conheço ninguém aqui.
-Ah, bem! Posso apresentar-me? Meu nome é Klaus Frisch. Sou um colega do sr. Fischer.
-Eu me chamo Elisabeth. A sra. Fischer é minha irmã.
-Sua irmã? Não é possível!
-Por que não?
-A senhora é alta, loura e esbelta, e sua irmã é baixa, de cabelos escuros e... mh... menos esbelta.
-É muito simples. Meu pai é alto, gordo e de cabelos escuros, e minha mãe baixa, loura e magra.
EXERCÍCIO: -Você gosta de beber café? -Como você se chama? -Chamo-me Klaus. -Conheces minha irmã? -Ele tem uma irmã grande e uma irmã pequena. -Você tem o seu bilhete?

NÓINT LEKSION: En fest
- Gunowend! Tut si net génn tantse?
- Io, (génn) fill. Awa kenne nimand hia.
- Ah gut! Kann ich mich bekannt mache? Maine nóome is Klaus Frisch. Ich sen ene collêech fom herr Fischer.
- Ich héese Elisabeth. Di Fischa's fróo is main schwesta.
- Dain schwesta? Es kann net mechlich sin!
- Weche was net?
- Du bist hoch, blond, schlanglich, un dain schwesta is nidda, mit schwatse hoa un... ha... wehnicha schlanglich.
- Es is mechtich laicht. Maine fatta is hoch, dick un mit schwatse hoa, un main mámai is nidda, blond un dérr.
AUFGABE: - Drinkst du génn káffi? - Wi héest du? - Ich héese Klaus. - Kennst du main schwesta? - De hot en grohs schwesta un en klen schwesta. - Host du daine tsettel?

**********************





DÉCIMA LIÇÃO: Uma surpresa
-Que vais fazer esta noite, Peter?
-Ainda não sei. Eu tenho tempo. Minha amiga não vem. Sua(dela) mãe está doente.
-Vamos ao cinema! Minha amiga também não vem. Ela está com muito serviço.
-Pode ser que Helmut também tenha tempo. Sua mulher não está.
-Ótimo! Estamos todos livres. Encontremo-nos às oito horas!
Às oito horas no cinema:
-Veja só, Peter! Essa aí não é a sua amiga?
-Isso mesmo! E tua amiga também e a mulher de Helmut!
-Ora, veja! Isso é uma surpresa!
EXERCÍCIO: -Olhe (uma vez)! Não é a sua mãe? -Sua amiga é muito bonita, não é? -Encontremo-nos às 10 horas na cafeteria! -Minha mulher tem muito serviço. -Seu irmão é alto e gordo.

TSENT LEKSION: En unfahoftne foakommun
- Was tust du di nacht mache, Peter?
- Wées noch net. Ich honn tsait. Main fróindin kimmt net. Sain mámai is krank.
- Gehn tsu'm cinema! Main fróindin kimmt óoch net. Si hot tsu fill órwed.
- Kann sen das óoh Helmut tsait hot. Sain fróo is net do.
- Gut so! Sen ma all frai. Gehn ma uns treffe am acht ua!
Am acht ua am cinema:
- Guck mohl, Peter! Is dieses net dain fróindin?
- Genau! Un dain fróindin is óoh em Helmut sain fróo!
- Och, guck mohl! Das is en unfahoftne foakommun!
AUFGABE: - Guck mohl (en mohl)! Is das net dain mamai? - Dain fróindin is mechtich schehn, net? - Wolle mea uns am tsen ua in de Kafferai treffe! - Saine bruda is hoch un fett.

*************************




DECIMA PRIMEIRA LIÇÃO: Um encontro
-Mas o que está o senhor fazendo aqui? O senhor está louco?
-Por quê? Eu quero apenas dormir.
-Sim, mas esta é a minha garagem. De onde vem o senhor?
-Venho da França, da Inglaterra, da Índia e da América do Sul.
-Sim, mas onde mora o senhor?
-Moro na França, na Inglaterra, na Índia e às vezes na Austrália.
-Sim, mas aqui o senhor está na Alemanha e esta é a minha garagem.
-Ah, é a sua garagem! Sinto muito. Então vou procurar um hotel.
-Mas o senhor tem dinheiro?
-Tenho muito dinheiro na França, na Inglaterra e na Espanha.
-Sim, mas o senhor não entende? O senhor está na República Federal da Alemanha e esta é minha garagem.
-Ah, sim, está certo; infelizmente, não tenho conta bancária na Alemanha. Onde é a estação ferroviária, por favor?
EXERCÍCIO: -De onde vem Peter? -Ele vem da Alemanha. -Ele não tem muito dinheiro. -Eu moro em Munique. -Infelizmente, não tenho carro. -Eu não gostaria de dormir aqui. -Onde o senhor gostaria de dormir?

ELLEFT LEKSION: En Treffung
- Awa was sin si do hia am mache? Sin si farrikt?
- Weche was? Ich will nohre schloofe.
- Gewiss, awa das do is main garóoge. Fon wo kommen si?
- Komme fon Frankraich, fon England, fon India un Sidamerika.
- Gewiss, awa do hin sin si in Daitschland un dieses is main garóoge.
- Ah, es is dain garóoge! Es tut mea léed. Dann gehe ich ene hotel suche.
- Awa, honn si gelt?
- Ich honn fill gelt in Frankraich, in England un in Spain.
- Gewiss, awa si faschtehn es net? Si sin in de Daitsches Republik un dieses is main garóoge.
- Ah, gewiss, bist richtich; es tut mea laid, honn khehn bank conta in Daitschland. Wo is di aisebóon chtatsion, bitte?
AUFGABE: - Fon wo kommt Peter? - Ea kommt fon Daitschland. - Ea hot khehn fill gelt. - Ich wohne in Minchen. - Es tut mea laid, ich khehne auto. - Es ted mea gefalle hia schloofe. - Wo test du génn schloofe?

*************************




DÉCIMA SEGUNDA LIÇÃO: Se o tempo estiver bom...
-Onde vai passar as férias, senhora Herder?
-Vou para Hamburgo e para as margens do Mar Báltico, se o tempo estiver bom...
-A senhora conhece Hamburgo?
-Sim, conheço bem a cidade. Minha irmã mora lá.
-E o senhor, para onde vai, senhor Huber?
-Vamos para a Áustria, nos Alpes, e para Salzburgo, se o tempo estiver bom...
-Você já conhece Salzbourg?
-Sim, eu a conheço bem, mas a minha mulher ainda não a conhece.
-A cidade antiga é realmente muito bonita, e também os arredores.
-E você, Srta. Wagner, aonde você vai?
-Ai, sabe, eu vou de avião à Malhorca, porque aqui o tempo é sempre horrível.
EXERCÍCIO: -Para onde você via de férias? -Vou à Itália. E você? -Eu vou de avião até a América do Sul. -Você conhece bem Berlim? -Os arredores de Munich são muito bonitos. -Sr. Wagner conhece muito bem a Áustria.

TWSELLEFT LEKSION: Wenn es wetta gut will sin...
- Wo tuhn si di ferie mit mache, fróo Herder?
- Ich gehn tsu Hamburich un an das nebens mea Baltico, wenn der klima gut will sen...
- Kennt si Hamburich?
- Io, ich kenne gut di chtadt. Main schwesta wohnt dott.
- Un du, wo tust du hin, herr Huber?
- Mea tun tsu Esterraich, an de Alpen, un tsu Saltsbúrrich, wenn es wetta gut wett...
- Kennst du schon Saltsbúrrich?
- Io, ich kenne si gut, awa main fróo tut se noch net kenne.
- Di alt chtadt is wercklich mechtich chehn, un óoh saine baide saide.
- Un du, madam Wagner, wo tust du hin?
- Ai, wées du, ich tun mit luftschiff bis Maiorca wall do hia is de klima ima heckslich.
AUFGABE: - Wo hinn dust du in ferie? - Gehn tsu Itali. un du? - Ich gehn mit dem luftschiff bis Sidamerika. - Kennst du Berlin? - Di newasaiten des Mïnchen sen iwa chehn. - Madam Wagner kennt iwa gut Esterraich.

*************************




DÉCIMA TERCEIRA LIÇÃO: Posso tentar...
-O que o senhor está fazendo aí, sr. Samson?
-Estou estudando alemão.
-Por que o senhor estuda alemão?
-Vou trabalhar na Alemanha. Minha empresa tem uma filial em Frankfurt.
-E quando o senhor irá a Frankfurt?
-Meu serviço começa dentro de quatro meses.
-Mas isso é impossível. O senhor não consegue aprender alemão em quatro meses.
-Posso tentar. Tudo é difícil no começo.
-Mas o senhor fala inglês, não fala?
-Claro que falo inglês. Mas, escute, já falo um pouco de alemão também!
-”Quero uma cerveja e um bife, por favor. -Onde fica o hotel Ritz? -O senhor vem comigo? -Quando parte o próximo trem para a França?” Isso já é bastante bom, não é?
EXERCÍCIO: O senhor fala francês? -Sim,f alo muito bem francês. -Por que o senhor quer ir a Frankfurt? -Quero trabalhar lá. -Quando começam as suas férias? -As minhas férias começam amanhã. -Sim, não está nada mal.

DRAITSEND LECSION: Kann es provire...
- Was bist du dott am mache, herr Samson?
- Ich sen daitsch am lenne.
- Weche was lénnst du daitsch?
- Ich gehn in Daitschland schaffe. Main gescheft hot en filial in Frankfurt.
- Un wann tust du tsu Frankfurt réese?
- Main órwed fengt ón in fia monate.
- Awa sowas is unnmechlich. Du kanst net daitsch lenne in in fia monate.
- Ich kann es provire. Alles is schlimm am ónfang.
- Awa du chprichst englisch, ora net?
- Gewiss chpreche ich englisch. Awa, hea mohl, ich chpreche óch schon bissie daitsch!
- "Ich will en bia un ene biff, bitte. - Wo blaibt de Ritz hotel? Kimmst du mit mea? - Wann geht de tsuch tsu Frankraich? Das is schon gans gut, net?
AUFGABE: Chprichst du frantsôsisch?. Weche was willst du tsu Frankfurt réese? - Ich will dott schaffe gehn. - Wann fenge dain ferie ón? Main ferie fenge moie ón. - Io, es is góned schlecht.

*************************




DÉCIMA QUINTA LIÇÃO: Tenho um amigo...
-Estou tão deprimido! Venha, vamos tomar um(copo)!
-Não, eu prefiro ir para casa. Preciso trabalhar amanhã de manhã.
-Ora, venha! Ainda é cedo. Não vamos demorar muito.
-É o que você diz. Você sempre diz isso, e depois fica umas 3 ou 4 horas.
-Não é verdade; hoje certamente não. Não vou tomar senão um pequeno uísque. Venha!
(continua)
EXERCÍCIO: O(a) senhor(a) quer um café? -Obrigado(a). Não tomo café. -Ana e Elisabeth permanecem muito tempo na cafeteria. -Peter não precisa trabalhar hoje. -Eu fico somente uma hora. -Isso não é verdade.

FÊNNEFTSEND LECSION: Ich honn ene fróind...
- Ich sen so unnmutich! Komm, mea gehn enes drinke (glóos)!
- Ne, ich tun liiwa hémm gehn. Ich muss moie móind chaffe gehn.
- Och, komm! Es is noch frii. Mea tuhn net uns lang uffhalle.
- Das is was du sêest. Du sêest ima das, un demnô blaibst du drai ora fia chtunn.
- Is net woa; hait sichallich net. Ich drinke nohre, wenn fill ene klene wiski. Komm!
(geht waita)
AUFGABE: Wollt de hérr (di damm) ene kaffi? - Danke. Ich drinke khene kaffi. Ana un Elisabeth blaibe fill tsait in de kaffirai.  - Peter brauch net hait chaffe. - Ich blaibe nohre en chtunn. - Das is net woa.

*************************




DÉCIMA SEXTA LIÇÃO: Três horas mais tarde...
-Está vendo, agora você já está bebendo seu 5º uísque.
-E você está na 8ª cerveja. Isso não é nada melhor.
-Venha, tomemos um táxi e voltemos para casa.
-Oh, não, eu estou tão bem aqui...
-Que horas são?
-São doze horas.
-O quê? Tão tarde assim?
-Sim, é meia-noite, hora dos fantasmas.
-Vamos, afinal! Vou levar-te para casa.
-Espera!... Preciso ainda de um pequeno uísque... contra os espíritos!
EXERCÍCIO: -Eles tomam um táxi e vão para casa. -Como vai o senhor? -Eu vou bem, obrigado. E o senhor? -Que horas são? -São onze horas. -Ele precisa de um conhaque. -Faz frio. Ele pega seu(dele) casaco.

SECHTSEND LECSION: Drai chtunn chpeda...
- Hosst du gesihn, iets bist du schonn de fênnefte wiski am drinke.
- Un du bist an de acht bia. Das is góned bessa.
- komm, wolle mea ene taksi holle un wolle mea tsu hémm.
- O nê, ich sen so gut do hia...
- Wiffel ua is es?
- E is tswellef ua.
- Was? Schon so chped?
- Io, es is halleb nacht, chtunn des gaiste.
- Gehn ma mohl! Ich liwwre dich hémm.
- Wóod mohl!... Ich brauche noch ene klene wiski... geche di geschpentse!
AUFGABE: - Di holle ene taksi un tun tsu hémm. - Wi gehn si? - Wiffel hua is es? - Es is ellef ua. - De brauch ene koniak. - Es is kald. De hollt saine (saine) iakke.

*************************




DÉCIMA SÉTIMA LIÇÃO: O dentista
-Estou com dor de dente há três dias. O senhor conhece um bom dentista?
-Minha tia conhece um. Ela o acha muito gentil.
-O senhor pode me dar o seu(dele) nome e endereço, por favor?
-Sim, espere. Chama-se Dr. Knorr e mora na rua Wagner nº 13. Seu número de telefone é 26.35.16.
-Muito obrigado. Diga-me, sua tia já o conhece há muito tempo?
-Ah, sim, há uns dez anos, mais ou menos.
-E ela o consulta frequentemente?
-Ah, sim, muito frequentemente. O senhor sabe, ela tem muitos problemas com os dentes.
-Ah, sim? Que problemas?
-Ela perde as obturações, tem abscessos, etc. Mas eu lhe garanto, esse dentista é realmente formidável!
EXERCÍCIO: Minha irmã conhece um dentista gentil. -O senhor pode me dar seu endereço, por favor? -Que tipo de livro é esse? -O senhor tem problemas com os dentes? -Eu o conheço há mais ou menos três anos.

SIBTSEND LECSION: De tsónats
- Ich honn schon dria tóoche tsónweh. Kennst du ene gute tsónats?
- Main tante kennt ene. Si find ea mechtich gutwillich.
- Kannst du mea dem sain adress gewe, bitte?
- Io, wóod mohl. Ea héest dokta Knorr un wohnt in de Wagner chtrohs numma draitsen. Sain telefon numma is tswói secs, drai fênnef, sechtsen.
- Dankeschehn. Sóo mea mohl, kennt dain tante ea schon lang?
- Ah, io, um tsen ioa, unngefeia.
- Un tut si alla tsait mit ihnem consultire?
- Ah io, alla tsait, mechtich. Du wéest io, si hot fill probleme mit de tsenn.
- Ah so? Wasfare probleme?
- Si falead di plumbe, hot geschwíacha, un so waita. Awa ich garantire es dea, de tsónats is síchalich ausnams!
AUFGABE: Main schwesta kennt ene gutwilliche tsónats. - Kannst du mea dem sain adress gewe, bitte? - Wasfa buch is das? - Host du probleme mit de tsenn? - Ich kenne ea schon ungefea drai ioa.

*************************



DÉCIMA OITAVA LIÇÃO: A proibição
-Alto lá! O senhor não pode estacionar aqui!
-Oh, sinto muito; mas voltarei dentro de cinco minutos.
-Não! É proibido estacionar aqui, mesmo por cinco minutos.
-Eu sei. Mas não há outra vaga de estacionamento por aqui.
-Escute, não vou discutir consigo.
-Não seja assim! Preciso apenas ir depressa até o banco, e esse só está aberto até as 16 horas.
-Que horas são agora?
-São sete minutos para as quatro.
-Oh, então não lhe resta muito tempo. Ande depressa!
-Oh, muito obrigado! O senhor é realmente um doce(gentil)! Volto já.
EXERCÍCIO: -O senhor não pode fumar aqui. -É proibido fumar aqui! -Há muitas vagas de estacionamento aqui. -Preciso andar depressa. -Não tenho mais muito tempo. -O correio está aberto até as 18 horas.

ACHTSEND LECSION: Di fabohrung
- Hall uf! Du kannst net do hia estacionire!
- Oh, es tut mea léed; awa ich komme tsurrick in fennef minute.
- Ne! Es is fabohd do hia estacionire, bis nohre fennef minute.
- Ich wées. Awa do is khen ana estacionirung plats do hia.
- Hea mohl, ich tun net mit dea ratse.
- Blaib net so! Muss nohre fics an di bank gehn, un di blaibt nohre uf bis fia ua.
- Wiffel ua is es iets?
- Siben minute foa fia.
- Och, dann ist net meh fill tsait iwrich fa dich. Geh fics!
- Och, dankeschen! Du bist sichalich ene gutwilliche mann! Komme schon tsurrick.
AUFGABE: - Du kannst net do hia rauche. - Es is fabot do hia rauche!  - Do sen fill estacinament pletsa  do hia. - Ich mus fics gehn. - Honn nimmi fill tsait. - Di post is uf bis secs ua.

*************************




DÉCIMA NONA LIÇÃO: Você gosta de salsichas?
-Alô, mãe. Estou com uma fome de urso. O que vamos comer ao meio-dia(almoço) hoje?
-Temos salsichas de Frankfurt e salada de batata.
-Ah, não! Outra vez! Eu não gosto de salada de batata.
-Então você come as salsichas sem salada de batata.
-Mas com mostarda!
-Como quiser, com ou sem mostarda.
-Posso talvez comer arroz?
-Sim, claro; mas você mesmo terá de fazê-lo.
-Bem, vou fazê-lo eu mesmo. Você também quer arroz?
-Sim, com prazer. É uma boa ideia. E comemos amanhã a salada de batata.
-Ah, não, isso não!

NOINTSEND LECSION: Host du génn salsische?
- Hallo, muddi. Ich hon hunga fa caput. Was tun mea hait fa iwa mettach (mettachesse) esse?
- Mea hon Frankfurta salsische un catoffle salód.
- Ah ne! Nommo! Ich honn net génn catoffle salód.
- Dann esst du di salsische ohne catoffle salód.
- Awa mit mostarda!
- Wi's du willst, mit ora ohne mostarda.
- Kann ich filaicht rais esse?
- Io, gewiss; awa du sellebst must ea mache.
- No iach, ich mache ea sellebst. Willst du óch rais?
- Io, lieblich. Is ene gute plóon. Un moie esse mea catoffle salód.
- Ah, ne, das net!

*************************




VIGÉSIMA LIÇÃO: Onde fica a estação de trem?
-Você sabe onde fica a estação de trem?
-Não tenho a menor ideia. Precisamos perguntar. Desculpe(-me), por favor, onde...
-Ninguém tem tempo.
-Espere, tenho uma ideia. Veja aí um hotel. Eu volto já.
-Boa noite, o senhor tem um quarto desocupado?
-Sem dúvida, meu senhor. O senhor quer um quarto duplo ou um quarto de solteiro?
-Um quarto para seis pessoas, por favor.
-Como? Quantas pessoas? Seis pessoas? Então tome logo um carro-leito. Lá o senhor terá seis lugares.
-Ah, sim. Isso é uma boa ideia. Por favor, o senhor poderia me dizer onde fica a estação de trem?
-O senhor entra na primeira rua à esquerda e depois na segunda à direita, e estará diante da estação.
-Muito obrigado! Até logo!
EXERCÍCIO: -O senhor quer um quarto de casal ou um quarto de solteiro? -Um quarto para duas pessoas, por favor. -Não sei onde mora minha tia. -Ele não sabe onde mora a sua(dele) tia. -Quantas pessoas moram aqui? -Temos que perguntar que horas são.

TSWANTSICHT LECSION: Wo blaibt di bus chtatsion?
- Wéest du wo di bus chtatsion blaibt?
- Mache khen idêe. Mea misse froue.
- Entschuldich mea, bitte, wo...
- Nimando hot tsait.
- Wóod mohl, ich honn ene plóon. Guk mohl dott ene hotel. Ich komme schon tsurrick.
- Gunowend, hosst du en fraies tsimma?
- Gewiss, maine herr. Willst du en doppel tsima oda en gewehnlich tsimma?
- En tsimma fa secs persone, bitte.
- wi? Wiffel persone? Secs persone? Dann holl glaich en schloof tsimma im bus. Dott will's du secs pletsa honn.
- Ah, io. Das is ene gute plóon. Bitte, kann's du mea sóon wo di bus chtatsion blaibt?
- Du kannst an de eascht chtrohs links gehn un demnô an de tswett an de rechts, dann kimmst du foa di chtatsion.
- Sehr danke! Bis bald!
AUFGABE: - Will's du en doppel tsimma ora en gewehnlich tsimma? - En tsimma fa tswói persone, bitte. - Ich wées net wo sain tante wohnt. Wiffel persone wohne hia? - Mea misse froue wiffel ua es is

**********************

ATENÇÃO:

ESTA PUBLICAÇÃO FOI GENTILMENTE PATROCINADA E PAGA PELO LEITOR ASSÍDUO DO BLOG MARCELO YUJI HIMORO, O QUAL ME FORNECEU O MATERIAL PARA TRADUZIR ESTAS CONVERSAS DO DIA-A-DIA.
Meus agradecimentos ao Marcelo por tão gentil contribuição à cultura alemã, especialmente a nossa, a hunsrickisch.