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Sou o tipo de pessoa incansável. Faço de tudo o tempo todo e gosto de construir resultados. Locutor, apresentador, colunista, escritor e defensor da língua alemã Hunsrickisch, apaixonado pela música alemã e pela culinária, tenho por hobby cozinhar, pintar quadros a óleo e tocar contrabaixo. Eletrotécnico de carreira, me aposentei nesta profissão, e agora, além de manter ainda minha oficina eletrônica trabalho como voiceover internacional em e-learnings e wbt. Amo tudo o que faço.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Frierisch Fótsaich - Tradução

VEÍCULOS DE ANTIGAMENTE

Eram uma vez os tempos onde poucas pessoas viajavam. Principalmente por causa das dificuldades de se tomar uma carona ou embarcar num ônibus.
Os ônibus eram raros e só raras vezes atravessavam a colônia. Quem então precisava pegá-los, tinha que se preparar para perder um bom tempo com conversa fiada em frente às paradas de ônibus. Quem então viajava para a cidade, tinha que ficar sentado ou de pé no ônibus de duas a três horas até que ele chegasse lá cheio de vida e cheio de grandes negócios.
Existiam então os homens que viajavam quase toda a semana. Eles já tinham começado seus negócios e ir para frente só com estes negócios e a boa vontade era difícil. Muito era feito então... debaixo das cobertas.
Naqueles tempos as pessoas também pagavam as passagens para ida e volta. E assim, os passageiros tinham que saber como eles preferiam as passagens.
Sempre que possível, viajavam a Ida e a Rosalina, sua irmã. Um dia elas chegaram na rodoviária de São Leopoldo e lá tiveram que enfrentar uma enorme fila. Quando, finalmente chegaram na sua vez, o vendedor de passagens perguntou:
- Vocês querem passagem de ida e de volta, ou só de ida?
Logo a Ida respondeu:
- Não! Para a Ida e a Rosalina.
Assim a coisa andou: o homem perdeu vários minutos para explicar como funcionava o negócio das passagens. A Ida então olhou atravessada para a Rosalina e disse para o vendedor, como se não quisesse nada com nada:
- Então está! Faça as passagens como deve ser.
Mas, os veículos antigos eram construídos com madeira. Era o motor com o chassis e em cima tudo de madeira.
Os ônibus tinham um corredor comprido cheio de bancos e não tinham janelas. Eram uns buracos por onde se podia ver uma pessoa sentada para admirar a tudo.
Então, nas barras que seguravam o teto, tinha uns ganchos para os passageiros pendurarem suas guaiacas (espécie de saco duplo) de pertences, que ficavam durante toda a viagem pendurados balançando.
E um ônibus cheio de passageiros era bonito de ver porque os ganchos estavam sempre cheios de guaiacas. Então as pessoas apontavam admiradas para os ônibus dizendo:
- Olha só! Lá viaja o pessoal da cidade com seus sacos pendurados para fora!
Também existiam os velhos carros que tinham o parachoques da frente emendado no de trás e assim protegiam a porta lateral do barro das estradas. Eram mais ou menos como hoje em dia são os fucas, com o estribo antilama na porta. A proteção sempre funcionava bem. Só, às vezes, tinha carros com buraco nestes estribos. Então, quando passavam pelas estradas lamacentas, juntavam pelo buraco para o lado de cima uma bola de barro, logo do lado da porta.
Muitos deboches sempre eram feitos a respeito disto porque isto ficava muito engraçado. Então as pessoas diziam:
- Olha só! O pessoal esnobe da cidade vem da cidade para a colônia para nos explorar e ainda trazem seu barro junto.
(Qualquer semelhança é mera coincidência.)

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