Minha foto

Sou o tipo de pessoa incansável. Faço de tudo o tempo todo e gosto de construir resultados. Locutor, apresentador, colunista, escritor e defensor da língua alemã Hunsrickisch, apaixonado pela música alemã e pela culinária, tenho por hobby cozinhar, pintar quadros a óleo e tocar contrabaixo. Eletrotécnico de carreira, me aposentei nesta profissão, e agora, além de manter ainda minha oficina eletrônica trabalho como voiceover internacional em e-learnings e wbt. Amo tudo o que faço.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

☻ Die Goldene Hochtsait - Tradução

AS BODAS DE OURO

Casar é algo que cada vez menos está acontecendo. E isto é assim no mundo inteiro. Os casais se juntam e quando ficaram um tempinho juntos, experimentaram de tudo nesta convivência, então se separam.
Os motivos da discussão que termina em briga às vezes são tão pequenos, tão banais, que se o casal os fosse reavaliar, veriam que bancaram os cabeças-duras e com um pouco de conversa voltariam a se entender e seguiriam levando a vida juntos.
Mas, eles só vivem juntos, sem casamento e sem documentos e assim não é difícil separar. Mas, muitas vezes tem os inocentes filhos no meio, os quais foram gerados por estes casais. E eles sentem esta separação.
Aqui em nosso país a televisão tem um pouco de culpa pela facilidade da separação dos casais porque eles mostram nas novelas o quanto é fácil trair uma mulher e paquerar outra. Então, no segundo encontro até já transam. E isto a televisão mostra tão abertamente e naturalmente, que até parece natural para que está vendo.
Mas, existiram os tempos onde as famílias se constituíam com seriedade e o casamento era uma obrigação. E era necessário casar no religioso e no civil.
Os tempos passavam e facilmente o casal chegava às bodas de prata. Sim, ficar vinte e cinco anos juntos era fácil porque justamente eram os anos onde os dois se preocupavam em criar os filhos. E era sempre difícil ter o alimento para os vários filhos os quais muitas vezes passavam de meia-dúzia. E as barriguinhas queriam ser alimentadas.
Das bodas de prata em diante, às vezes acontecia de o casal brigar. Mas isto era geralmente porque eles já haviam perdido anteriormente o gosto pelo amor. Mas ficavam juntos por causa das pessoas da comunidade, para que não desse fofocas e discriminação.
Poucos chegavam nas bodas de ouro. Principalmente porque muitas vezes um do casal morria antes. Mas, poucos chegavam lá.
Assim aconteceu uma vez em Bom Princípio com Benedito e Sibila. Eles estavam casados há cinquenta anos e foi feita uma festa enorme pelos seus filhos e netos. Já um ano antes foi trabalhado em conjunto para que a festa corresse bem.
E isto aconteceu em um domingo na sociedade (salão da). Tudo estava bem enfeitado cheio de flores e folhagens. No meio do salão estava parada uma mesa enorme, ao redor da qual todos se sentaram para comer. Era um sortimento grande de comidas para serem experimentadas, mas tudo começou com a sopa.
Sibila sentava defronte ao Benedito e os filhos e netos sentavam ao seu redor.
A sopa foi servida, todos se serviram e começaram a comer. Benedito estava comendo avidamente. Sua esposa, sentada a sua frente, estava apoiando os cotovelos na mesa segurando a face com suas mãos. Ela olhava apaixonadamente para o rosto do seu marido. Ele notou, então perguntou:
- Então, Sibila, por que não está comendo? O que está acontecendo?
- Interessante! - respondeu ela. - Nós já estamos casados há cinquenta anos e sempre nos demos bem!
- Isto sim, Bila! Mas, onde você quer chegar com toda esta conversa? Eu não estou entendendo!
- Sim, querido, você acredita que sinto hoje meus peitos muito mais quentes do que os senti nos primeiros dias após o nosso casamento?
- Mas, claro, Sibilla! Então tira estes porongos da tua sopa! Então eles esfriarão!

Nenhum comentário:

Postar um comentário