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Sou o tipo de pessoa incansável. Faço de tudo o tempo todo e gosto de construir resultados. Locutor, apresentador, colunista, escritor e defensor da língua alemã Hunsrickisch, apaixonado pela música alemã e pela culinária, tenho por hobby cozinhar, pintar quadros a óleo e tocar contrabaixo. Eletrotécnico de carreira, me aposentei nesta profissão, e agora, além de manter ainda minha oficina eletrônica trabalho como voiceover internacional em e-learnings e wbt. Amo tudo o que faço.

domingo, 16 de novembro de 2008

☻ Phoda Feltz Chteka Numma Eins - Tradução:

O padre Feltz era uma das mais interessantes figuras que existiram antigamente. Era um homem gordo e baixo. Acho que ele pesava mais de cem quilos. Sua desgastada batina preta por sobre aquele corpo gordo dava a impressão de que ele era um sino vivo e suas pernas, o badalo.
Seu rosto de aparência de lua cheia tinha um par de olhinhos castanhos que necessitavam a ajuda de óculos de pequeno grau. Então, para ler, ele precisava tirar os óculos. Mas, para ele caminhar e andar por aí com seu burro ele necessitava dos óculos.
Ele não possuía mais nenhum fio de cabelo sobre a cabeça e sua careca branca reluzia como se fosse um chão encerado. O lenço que ele carregava em seu bolso tinha por finalidade ser passado sobre sua careca. Dali sempre brotava com facilidade o suor.
Conhecido em todos os cantos, todos sabiam que ele gostava muito de galinhada, então preparar a panela com uma galinha só para ele era muito pouco para um almoço.
Ele era um padre santo e comilão. Também ninguém pode ser cem por cento perfeito. Pequenos defeitos sempre podem aparecer. Então a vida do padre Feltz era dividida entre rezar e comer. E estes dois caminhos de alinhavam.
E porque nas manhãs de domingo ele tinha que ir longe com seu velho burro, ele sempre se arrumava o almoço na viagem. Entre as trinta famílias pelas casas das quais ele sempre passava defronte nas manhãs de domingo, uma família sempre tinha que preparar uma boa galinhada.
Todos conheciam o seu sistema e isto andava assim. Mas, como era época de colheita as pessoas trabalhavam de segunda a segunda e não queriam saber se estavam na vez de alimentar o padre. Assim, um domingo de manhã chegou o padre na casa do Erwin para almoçar, mas ele só viu uma garota adolescente correndo por ali. Ele atraiu a garota até ele, então perguntou:
- Garota, vem cá!
- Sim, o que você quer?
- Escuta... o papai não está por aí?
Então ela olhou ao redor de si e respondeu sapeca:
- Não! Por que?
- Deixa assim! ...Mas, eu gostaria de tomar algo ...poderia eu te pedir isto?
- Sim! - Respondeu ela.
Dez minutos depois a garota voltou com uma panela cheia guarapa.
Alcançou-a para o padre e perguntou:
- Eu trouxe guarapa porque achei que iria agradar mais ao senhor do que água. Isto te serve?
- Óh, sim! Me agrada mais do que água.
- Pode tranquilamente tomar tanto quanto quiser, padre. Ainda tem um tanque cheio. - Disse a garota. O padre, enquanto bebia disse:
- É bonito que você seja tão espontânea!
- Não faz mal que tu bebas quanto desejares. Nós do mesmo não vamos mais tomar esta guarapa porque ontem de noite morreu afogado dentro dela um gambá.
O padre ficou brabo com a resposta, dizendo:
- Sua malandrinha! Me apronta essa! Teria vontade de atirar esta panela na sua cara e ainda surrá-la com uma vara!
- Não, não! - Respondeu ela. - Não faça isso, pois isto aí é o pinico da vovó e eu não gostaria de amassá-lo. Isto deixaria ela muito chateada!
Padre Felz atirou a panela no chão, montou o cavalo e saiu resmungando até a distância que se enxergava ele.
(Qualquer semelhança é mera coincidência)

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